PLAYLIST DO BLOG
EU NÃO QUERO UM MILHÃO DE AMIGOS...
Fora isso, acho que também exijo demais, para alguém que nem parabéns não dá. E o que eu exijo é tão esquisito que nem sei se existe uma palavra para definir. Não são telefonemas, nem visitas, nem presentes, nem excesso de atenção, nem dinheiro e nem favores - embora todas essas gentilezas sejam ótimas, não são suficientes para transformar ninguém em meu amigo.
Vejo alguns dos meus melhores amigos uma vez por ano e sei que eles nunca deixarão de sê-lo. Sei que há carinho de verdade ali naquele relacionamento, sei que quando estamos juntos é porque gostamos muito mesmo da companhia uns dos outros.
Não existe nenhuma cobrança. É leve e gostoso justamente porque há a segurança do gostar. Quando podemos - e queremos - nos encontramos, rimos, choramos, nos abraçamos. Quando não, sentimos saudades, seguros de fazermos parte da vida alheia, ainda que de vez em quando ou ainda que a continentes de distância.
É uma coisa que parece tão simples, mas tem se mostrado tãotãotão complicada, isso de gostar e ser amigo de verdade, no fácil e no difícil, naquilo que fica muito abaixo do superficial.
Eu já estou bem escaldada para saber que há três ou quatro amigos verdadeiros e há aqueles de passagem. Os de mesa de bar, os de viagens, os de trabalho, os que só te procuram quando precisam arrumar trabalho, os da internet, os que dão risada, os de carona, os que te adoram quando vocês está bem... Que são muito bons, também, distraem e fazem rir. Só não podem ser confundidos com os verdadeiros, os "na alegria e na tristeza".
Mas confesso que às vezes eu ainda erro na conta. Coloco a pessoa no hall dos verdadeiros, passo a tratar como trato aqueles, confio cegamente e daí caio das nuvens. Tenho que catar os cacos enquanto me dou conta de que não era pra tanto. "Somos amigos, mas desde que", é como se eu ouvisse o outro dizer. É ruim, é azedo e faz eu me sentir uma idiota por ter dedicado sentimentos e tempo. Mas também é bom, me torno menos afoita e mais criteriosa a cada vez.
A estes, vou continuar dedicando sorrisos, piadas, emails e talvez até telefonemas, vida que segue por cima do verniz. Aos outros quatro ou cinco que fincaram raízes, dedico meu esquecimento de datas e o maior amor do mundo que não diminui nunca.
18:11 | Marcadores: :: Eu, :: Familia e Amigos, :: Pronto falei | 0 Comments
:: PARA MELHORAR O DIA...
Hoje estou mais pra lá do que pra cá. E então, depois de uma lágrima aqui e outra acolá, eu recebo cinco e-mails "para melhorar o dia" de um dos mais fieis dos meu amigos...
Tinha isso aqui dentro:
1. "We Can Work it Out" - Stevie Wonder
2. "Sem Compromisso" - Orquestra Imperial
3. "P.D.A." - John Legend
4. "This Will Be" - Natalie Cole
5.
Ao som de tudo isso aí em cima
19:26 | Marcadores: :: Eu, :: Familia e Amigos, :: Música, :: Rapidinhas | 0 Comments
:: AFINIDADES...
Ao som de I'll Bhe There For You
19:49 | Marcadores: :: Familia e Amigos | 0 Comments
AMIZADE!!!
Ao som de Friends Will Be Friends por Queen
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16:23 | Marcadores: :: Familia e Amigos, :: Pronto falei | 6 Comments
MÃE BIÔNICA...
É preciso que um segredo milenar seja agora desvendado. Muitos acobertam tudo isso, mas chega uma hora em que é necessário quebrar o silêncio junto à comunidade científica e a opinião pública. Estão sentados? Bom, é assim: quando levam a mulher grávida para o centro cirúrgico, não acontece ali apenas o parto normal ou a cesariana. Isso é o que fica gravado no vídeo. Porém, de forma velada, os doutores também arquitetam outro procedimento. Trata-se de uma operação delicada para transformar a simples moça em mãe.
O plano de saúde não dá cobertura para isso, claro. Mas a transmutação acontece do mesmo jeito, do Pólo Norte ao Pólo Sul, do Japão à Ilha de Páscoa, com mulheres de qualquer idade, classe social, cor, credo, loira, ruiva, morena ou Imedia 5.1. Não é operação perigosa ou cara, é altamente natural e precisa. E ao proceder para que uma mulher vire mãe, o único risco envolvido é de ela começar a dizer ao anestesista para desligar a luz do corredor, porque ela não é sócia da Eletropaulo.
Embora nunca tenha havido casos de rejeição ao processo, acontece de algumas mulheres aceitarem melhor ou pior a implantação dos sistemas. O importante é que todas fazem uso de cada uma das novidades instaladas em seus corpos. Querem conhecer a cirurgia para conjurar a Mãe Biônica? Lá vai.
Esqueleto de titânio
Durante décadas foi avaliado que não bastava mais para as senhoras passar o dia no sofá com as pernas comportadamente cruzadas e bordado em punho. Era preciso pegar bebês no colo a cada meia hora, carregar pelo mundo, nanar nos braços, levar o moleque para os ares nas brincadeiras de “foguetinho da mamãe”. Sendo assim, os ossos agora são revestidos de um metal maleável e muito resistente.
Articulações de liga leve
Também foi notado que elas precisavam de joelhos, quadris e pescoços de última geração. Em um único banho, as pobres ficam dolorosamente agachadas por no mínimo meia hora, cantando e inventando ações para um barquinho, duas baleias, quatro potes de danoninhos vazios, uma esponja em formato de urso e um tubo de xampu do Bob Esponja. Era preciso forjar rapidamente a inovação.
Estômago compartimentado
O nojo que elas poderiam ter como civis desaparece na operação para virar mãe. O cheiro de mamão já não dá muita náusea e se tornam até capazes de amassar uma banana nanica inteira sem golfar. Além disso, passam a ter resistência para com sopas estranhas com legumes e carnes bizarras. O design do estômago materno também prevê um recipiente exclusivo para “sobras de comida”, daí a necessidade que elas sentem de arrematar aquele franguinho picado que a nenê abandonou.
Mãos biônicas
Olhos humanos comuns não identificam a diferença, mas a realidade é que as mãos das mamães trabalham à velocidade da luz. Foram registrados casos de mulheres que, após a operação, conseguiram lavar o arroz, separar a roupa de lavar em brancas e coloridas, atender ao telefone e balançar o bebê-conforto ao mesmo tempo. A tecnologia, inclusive, está sendo testada agora em controladores de vôo, para ver se eles dão conta do recado.
Audição eletrônica
Com essa implementação, elas ganham a possibilidade de escutar o choro de seu filho a cinco quilômetros de distância – além de saber se a manha é fome, sono ou ferimento, o grau de nervosismo do pimpolho e em quantos passos conseguirá chegar até o local onde ele se encontra. A audição ultra-sônica também detecta quando a porta da geladeira foi largada aberta e se, dada a reverberação das páginas, o fulaninho está lendo gibi ou o livro de geografia.
Visão de mira israelense
Além de registrar traços de bolacha no chão da cozinha – imperceptíveis a olho nu – as mães conseguem localizar farpas de madeira debaixo da pele e, com um dispositivo raio-X, detectar meias e blusas perdidas pela casa. Conforme o tempo passa, ao contrário do que se pensa, esse sistema tem melhora de rendimento. Mamães com mais idade podem, por exemplo, distinguir se um rosto usou os 2 gramas habituais de blush ou excedeu o valor.
Olfato ultra-sônico
Funciona basicamente como os dois itens de sentido anteriores. Mas tem uma aferição exclusiva e poderosa para sentir odores minimamente parecidos com cigarro (de TODOS os tipos).
Coração com capacitor de fluxo
Cientistas italianos garantem que a peça original feminina não iria tolerar a descarga de emoções após o nascimento do bebê. Sendo assim, o sistema foi aperfeiçoado para suportar quantidades inimagináveis de amor, saudade, medo, angústia, felicidade e preocupação. O coração genuíno recebe ainda a acoplagem de outros órgãos, destinados única e exclusivamente a cada filho nascido. “As demais pessoas do universo que se danem”, avaliaram algumas mães.
Cérebro 8.0 16V
Estudos revelaram que muitas pessoas acreditam ter enganado sua mãe em algum ponto da vida. Para estes, a revelação: elas sabem de tudo. Uma mentira de grau 5 é percebida por uma mãe em 2,3 segundos, dizem os dados mais recentes. Mesmo as que usam a fachada de plácidas donas-de-casa ou simpáticas moças gentis são programadas para ter a inteligência de 38 pessoas comuns. Afinal, seu cérebro consegue trabalhar, lavar, passar, cozinhar, limpar, arrumar, calcular orçamento, dar carinho, acalmar, conversar, atender a todas as solicitações sem entrar em pane. É a evolução máxima de um ser humano.
Agora que o segredo foi revelado, todos podem dormir sossegados sabendo que suas mães foram programadas para aquela função. E se não for pedir muito, dá para ir agora mesmo dar a ela um abraço, um beijo, uma oração, um muito obrigado? Ou uma calibragem com troca de óleo no spa mais próximo, quem sabe...
Esse texto eu dedico à minha super mãe
Ao som de Feira de Mangaio por Mariana Aydar
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15:03 | Marcadores: :: Familia e Amigos | 2 Comments
TRILHA SONORA DESSE FERIADO...
Musica de um domingo de feriado com os amigos...
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19:32 | Marcadores: :: Familia e Amigos, :: Videos | 0 Comments
PRA QUE SERVE UM AMIGO?
Ouvindo A Pedra Mais Alta do Teatro Mágico
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Hoje faço minhas as palavras de Martha Medeiros, que escreveu...
Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um cd, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.
Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um cd. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto as férias.
Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.
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19:42 | Marcadores: :: Familia e Amigos | 4 Comments
SÉRIE "COISAS DE CRIANÇA"
No final de semana de carnaval um “pequeno príncipe” teve uma das experiências mais legais da infância: tomar banho no tanque num dia de calor. Essa é uma daquelas coisas que a gente faz quando é criança e morre de saudades quando cresce.
Minha prima, a mãe do principesinho em questão, me disse que foi impossível não lembrar de uma banheira velha que ficava no quintal da nossa vó, onde a gente bagunçava nos dias quentes, de banho de mangueira e de tantas outras coisas de criança que a gente fazia.
Também senti saudades... e seguindo a sugestão dela vou escrever aqui um série de textos sobre coisas que ficaram nosso passado e de tantas outras crianças e que não esqueceremos nunca.

14:59 | Marcadores: :: Coisas de Criança, :: Familia e Amigos | 0 Comments
:: ENTRE TAPAS E BEIJOS...
Ele me causou alguns hematomas feios. Ele me deixou passar muita vergonha. Ele me tornou uma garota meio estranha. Ele ainda faz isso às vezes. Ele, você sabe... irmão!
Sim, eu tenho um. Na realidade eu tenho ao todo quatro irmãos, sendo três mais velhos e um mais novo, com quem eu convivi (ainda convivo) mais. Eles são um paradoxo, na verdade: ao mesmo tempo conseguem ser figuras bizarras e irmãos típicos, muito típicos.
Outro dia vi uma reportagem que dizia a coisa mais óbvia, mas que eu nunca tinha pensado: nossos irmãos são as pessoas que vão passar mais tempo de vida conosco (os amigos só vêm com a idade e os pais... bom, um dia eles vão descansar de nós em um lugar tranqüilo que não é a Flórida).
O meu irmão mais novo é um exemplo perfeito do que essa gente faz com a sua vida. Foi ele que me deu prazeres viscerais de quando se é criança - roubar roupa no armário ao lado, transferir a culpa por qualquer evento de fim trágico, amargar castigo, fazer hora no banheiro só pra encher a paciência, brigar em altos brados.
Veja que típico e paradoxal: meu irmão passava tardes me ensinando a arrumar a impressora de casa, mas berrava comigo por colocar as meias dele na cama. Meu irmão me ensinou a tocar gaita (mas eu não aprendi) e me ajudou por dias a fio tocar uma música do Hans Zimmer no acordeon, mas uma vez me deixou amarrada numa cadeira no fundo do quintal por uma hora e meia só por diversão (ele jura que fui EU que fiz isso, mas é mentira!).
De tão típico, ele deve estar em fúria agora porque eu decidi revelar parte da mitologia familiar. E olha que eu nem cheguei ainda na fase de abrir o bico sobre as nojeiras que fazíamos na mesa com o purê, as brigas no banco de trás do carro, as risadas absolutamente incontroláveis que aconteciam (sem motivo) depois da bronca que a gente ouvia (com motivo).
Mas irmão é pra isso mesmo: ficam bravos hoje, dão dois tabefes compreensivos na cabeça amanhã, esquecem tudo no outro dia. E se umas marcas roxas ficam na pele, vira quase uma recordação de família.
PS: Quem quiser contar passagens escabrosas dos seus próprios manos, sou toda ouvidos. Amo essas revelações familiares de cunho estritamente vergonhoso! Se eu pude, vocês podem...
Ouvindo... Hypnotize do System of a Down, uma das bandas preferidas do meu irmão
14:55 | Marcadores: :: Familia e Amigos | 1 Comments
:: O QUARTETO FANTÁSTICO...
Como isso pode acontecer?
Do dia que criei o blog até hoje já foram postados exatos 112 textos sobre muitas pessoas e coisas, mas nunca falei sobre algumas pessoas muito especais que fizeram, e ainda fazem, parte da minha vida. Claro que já houve uma citação aqui e ali, mas nada que fosse exclusivo.
Esse “eles” em questão, são alguns amigos que não moraram na minha rua e nem tiveram certas experiências gastronômicas como comer foundue na minha casa, pizza de vinho ou transformar catchup numa arma, enfim... são outros amigos. Estou falando da Déia, do Gú e do Dani.
Só percebi esse meu lapso quando recebi um e-mail com um pedido bem singelo: “escreva algo sobre nós, nossa turma, nossa bagunça... sabe?”. Respondi com aquele mesmo frio na barriga de quando estamos na fila do SuperJet (no Playcenter) pela primeira vez: “Eu não sei se isso vai dar certo, mas vamos sim. Se eu chorar, você pede para parar?”. E olha que eu não sou de chorar, hein?
Pensei em um zilhão de assuntos. Engraçadinhos, emocionantes, cinematográficos, musicais, esportivos, familiares... Nada. Percebi que não ia dar certo. Na verdade, eu não queria falar só disso, eu queria falar de alguns dos meus melhores amigos. Aí pensei em um jeito de tentar contar algumas coisas sobre eles e outras pessoas bem legais. Mas eu não quero escrever como jornalista, como intelectual ou como artista contemporâneo da literatura brasileira. Quero apenas falar de coração e de um jeito simples. Como se eu estivesse no colégio fazendo a redação de final de semestre. Sem colar, mas sem valer nota também.
Primeiro devo dizer que tenho sido uma péssima amiga. Minhas visitas são cada vez mais esporádicas. Aquelas ligações semanais (leia-se “diárias”) que tínhamos, não estão rolando com esta freqüência toda. E aquelas saídas com toda a turma, já não acontecem faz tempo. Culpa de quem? O que aconteceu? Aconteceu... que alguns foram embora, o tempo passou e a gente cresceu.
As ligações semanais, as saídas todos os finais de semana, as reuniões na casa de alguém da turma, tudo ficou meio que para trás. E apesar de ter continuado com a vida de sempre (em partes), sempre senti a responsabilidade de ter deixado algo se perder. Um algo que jamais soube explicar ou definir. E tome desculpas esfarrapadas: “muito trabalho, fuso horário diferente, desencontros no MSN, falta de tempo...”. Mas a verdade feliz é que tudo aquilo que havíamos construído não acabou.
A turma toda não se resumia apenas em quatro pessoas, como dei a entender no inicio do texto. Não, havia muito mais. Todos nos conhecíamos do Salão e, por isso, tínhamos objetivos em comum o que nos levou a sermos amigos, uns mais que os outros, dependendo da semana, do horário e da fase da lua.
Viajamos juntos muitas vezes e, independentemente para onde fossemos, algumas coisas sempre aconteciam. Brigávamos para saber quem ia tomar banho primeiro, todo mundo só conseguia ficar pronto para ir à praia depois do meio-dia, sempre tinha gente que ficava vermelho-camarão, ninguém conseguia dormir por causa do falatório das meninas e do jogo de baralho, o Gú usava um shorts curtinho horrível, o Dani se achava “forte” (tadinho), eu ficava bêbada com chocolate, e por aí vai...
Andamos muito de carro, mas isso não significa necessariamente que sabíamos dirigir bem, muito pelo contrário. Vira e meche tínhamos que empurrar algum carro, nos perdíamos (eu principalmente) com grande facilidade, e já tivemos as mais ridiculamente absurdas batidas.
Vivíamos comendo um na casa do outro. Cafés da manhã na minha casa, café da tarde e feijoada na Déia, de vez em quando macarrão no Dani, e festinhas na casa do Gú. Por falar em festas...
Lembro-me até hoje da festa dos anos 60, que caiu no dia mais frio do ano e foi responsável pela minha 1ª escova no cabelo (horrorosa), uma gripe terrível e um festival de gente tremendo. Mas, tirando isso, foi maravilhosa. Inesquecível!
Já aconteceu tanta coisa que não daria para contar em um texto só. Se eu tentasse fazer isso ele ficaria muito grande e ninguém teria paciência para ler. Algumas pessoas não foram citadas por nome nesse texto por falta de espaço no blog, e não no coração.
Acontece que quando você repara que determinada pessoa tem realmente a ver com você. Que a pessoa vai gostar de você, mesmo que um ame Chaves e o outro ache idiota. Mesmo que você assuma que ama as musicas da Janis Joplin, e ela não consiga entender a razão. Mesmo que você prometa telefonar mais, responder a e-mails e mandar mimos pelo correio, e não consiga cumprir nada disso por puro desleixo. Porque, felizmente, nenhuma dessas coisas importa pra valer, nem faz diferença. É o que poetas chamam de amor incondicional, aquele que dizem que só os bichos de estimação e as mães conseguem nos dar. A verdade é que alguns seres humanos “não-mães” também conseguem.
No final das contas, é isso. O tempo vai passando, nós mudamos um pouco, até ficamos mais bobos. Percebemos que não dá para ser mais ninguém, não dá pra crescer, não dá pra amar ou sentir o peito estufar de orgulho sem ter certas pessoas por perto. Por isso não dá pra esquecer o quanto eu AMO esses meus amigos!
17:15 | Marcadores: :: Familia e Amigos | 5 Comments
UM PEIXE...
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Raimundo Fagner é o cara!
Passei dias pensando a respeito antes de publicar isso. Tá, ok, passei uma meia-hora queimando os neurônios antes de dizer isso. Mas eu realmente acredito. E sabem por quê? Porque ele queria ser um peixe!
Eu tento, mas não consigo encontrar nada mais incrível que “Borbulhas de Amor” – que, na verdade, é uma adaptação de
Em verdade vos digo, amigos: eu já ouvi por aí todo tipo de declaração e descrição do amor. O repertório musical do país contém opções para todos os gostos. Temos as simpáticas, como "Pois há menos peixinhos a nadas no mar do que beijinhos qye ey darei na sua boca" (música: Chega de Saudades). E as singelas, tipo "o que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou" (música: Relicário). E até as rasgadas, como "Dei pra maldizer o nosso lar/ Pra sujar teu nome, te humilhar / E me vingar a qualquer preço / Te adorando pelo avesso / Pra mostrar que ainda sou tua" (música: Atráz da Porta). Pesado, não? Ainda assim, nada se compara a ser um peixe!
O Rei Roberto queria ser o seu batom e o sabonete que te alisa na música Cama e Mesa (ui!). Leonardo e os Amigos queriam se a toalha e o seu cobertor em "Temporal de amor". Os Raimundos, se achando muito ousados, queriam ser o banquinho da bicicleta. Mas, por Deus, o Fagner queria ser um peixe. Um peixe!
E é isso que torna “Borbulhas de Amor” tão... tão... ah, sei lá. Vamos à letra.
Tenho um coração
Dividido entre a esperança e a razão
E a esperança venceu a razão, porque ninguém em sã consciência queria ser um peixe.
Tenho um coração
Bem melhor que não tivera
Nãããão! Senão, jamais conheceríamos esta pérola!
Esse coração
Não consegue se conter ao ouvir tua voz
Er... sério? Ok.
Pobre coração
Sempre escravo da ternura
De fato. Mas quando vem a parte do peixe?
Quem dera ser um peixe
Oba! Chegou!
Para em teu límpido aquário mergulhar
Opa. O que você quer dizer com isso?
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Eu gostaria de saber que tipo de mulher é conquistada por borbulhas.
Passar a noite em claro dentro de ti
Arrã, safadão. O penúltimo verso era mesmo o que eu estava pensando...
Um peixe
E lá vamos nós de novo! Iupiiiii!
Para enfeitar de corais tua cintura
Bonito, isso.
Fazer silhuetas de amor à luz da lua
É um peixe fazendo sombrinhas com a barbatana? Duvido que ele faça um tiranossauro rex.
Saciar essa loucura dentro de ti
Que loucura um peixe pode saciar?
Canta coração
Que esta alma necessita de ilusão
Sim, como a ilusão de ser... um peixe.
Sonha coração
Não te enchas de amargura
É isso mesmo! Nunca pare de cantar!
Uma noite para unir-nos até o fim
Cara a cara, beijo a beijo
Eu trocaria por “escama”.
E viver para sempre dentro de ti
E eu que nem como todos os tipos de peixe...
Aí você pensa que acabou e ele vem com... "um peixe!", começando tudo de novo. É por isso que essa música, volta e meia, está no meu Mediaplayer.
14:03 | Marcadores: :: Desvarios, :: Familia e Amigos, :: Música | 1 Comments
ELAS POR ELAS
“As coisas nunca foram fáceis. Naquele tempo não havia muita chance para uma moça que quisesse ser independente. Não na minha idade. Então tive que enfrentar muitas coisas para ser e fazer o que eu queria.
Comecei trabalhando numa fábrica, menina ainda, como costureira, lá em Caruaru. As pessoas falavam “onde já se viu, uma moça trabalhando numa fábrica! Só vai aprender o que não deve”, mas eu não ligava. Precisava trabalhar para ter minhas coisas.
Assim que comecei a receber meu salário eu dava boa parte para papai, para ajudar em casa. Com o restante eu comprava aquelas revistas de moda, os melhores tecidos e levava a uma costureira. Quando meus vestidos ficavam prontos me sentia a mais bela da cidade. Eles eram tão engomados que dava para ficarem em pé sozinhos, de tão duros.
Embora fosse também motivada pela vaidade, eu queria provar para as pessoas que eu poderia ser uma “moça de família” e ao mesmo tempo lutar pelo meu sustento e sonhos. Que o fato de trabalhar em meio a tantas outras mulheres com mais experiência de vida do que eu não me levaria a ter um comportamento reprovável. Acima de tudo eu queria mostrar a todos que minha felicidade estava acima da opinião deles.
Mas já faz tanto tempo agora, né, filha? Ainda bem que as coisas mudaram”
Minha vó criava galinhas no fundo do quintal, numa São Paulo que ainda permitia o costume que era comum na época. No bairro muitos vizinhos faziam o mesmo. Acontece que um pintinho nascera fraquinho. Fiquei comovida e me apeguei a ele que, em pouco tempo passou a me acompanhar.
Sei lá como, mas o pintinho melhorou. E assim eu tive um galinho de estimação. Ele, por incrível que pareça, entendia tudi o que dizia. Vinha me receber quando chegava da escola e me acordava todas as manhãs. Até o dia em que, ao sentar-me na mesa para jantar, me deparei com uma travessa de frango cozido com molho. Minha mãe disse que Francisquinho tinha fugido, mas eu não caí nessa. Não jantei naquele dia.
O triste é que isso se repetiu outras vezes, até um cabritinho meu foi parar na panela. Foi aí que eu passei a me apegar a bichos que eles não comiam, cachorro por exemplo”
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Aproveitei o dia para registrar aqui um retalho das memórias que povoam as cabeças (cheias de casos, medos bobos, apegos e desapegos, como convém a todas as grandes pessoas) dessas duas. Afinal, delas herdei não só os genes e traços de personalidade, como também a imaginação e a sensibilidade. Mais que grandes mulheres, elas são grandes pessoas. E definitivamente quero ser como as duas quando eu crescer.
17:21 | Marcadores: :: Familia e Amigos | 2 Comments
TEXTO SOBRE AMIGOS - 2
Estou falando de amigão. Amigão mesmo, sabe? Daqueles tão especiais que parecem ter saído de um filme da Sessão da Tarde. Ou de um desenho animado. O interessante é que, se você reparar bem nas atitudes do seu melhor chapa, vai acabar notando nele algumas coisas em comum com personagens da telona e da telinha. Porque todo amigão tem um pouco de...
1- Patrick: Todo amigão sabe quando ser bobo – e você sabe que pode ser bobo na frente dele também. Ele embarca nas suas mais estúpidas brincadeiras, tipo passar a tarde dentro de uma caixa de papelão fingindo ser máquina do tempo, sem reclamar.
4- Beavis: Todo amigão gosta de passar o dia inteiro sentado na frente da televisão com você, assistindo a qualquer besteira só pelo prazer em falar mal da vida e do trabalho alheio. Ah, e de vez em quando ele pira, bota a camiseta na cabeça e faz cara de maluco.
5- Dory: Todo amigão entende a urgência de uma missão importante, mesmo que ele não tenha a mínima idéia do que se trata. Ele pode inclusive ficar confuso o tempo inteiro, fazendo perguntas nada a ver e trocando nomes. Mas está lá, para dar apoio moral.
7- Esqueleto: Todo amigão aceita ser seu parceiro de negócios ainda que os tais negócios sejam claramente uma má idéia desde o início. Mas como vocês estão juntos só pela diversão, mesmo quando apanham conseguem sentar e rir da própria desgraça.
8- Paul Pfeiffer: Todo amigão cresce junto com você. Não importa se vocês se conhecem desde o jardim de infância ou desde o ano retrasado. Afinal, pode reparar: você era uma pessoa bem diferente antes de tê-lo encontrado. E ele também era, com certeza.
9- Woodstock: Todo amigão consegue aproveitar os momentos silenciosos. E com ele, o silencio nunca é desconfortável. Ele pode chegar na sua casa e vocês podem ficar sentados no sofá olhando para o teto. Tudo bem. No final, parece que vocês conversaram por horas.
13:44 | Marcadores: :: Cinema e TV, :: Familia e Amigos | 1 Comments
FELIZ DIA DO AMIGO
Pois bem... essa será uma série de não sei quantos “posts” dedicados à textos sobre amigos feitos por muita gente bacana (conhecidos e desconhecidos), claro que vou colocar o nome de quem o texto e tal, principalmente quando for EU. Aí vai o primeiro texto:
Melhor definição de amigo!!
Um amigo de verdade tem os ombros molhados por suas lágrimas.
Um amigo do conceito não agüenta mais ter ver chorando te paga uma terapia.
Um simples amigo não sabe o nome de seus pais.
Um simples amigo odeia quando você liga depois que ele já se deitou.
Um simples amigo, ao visitá-lo, age como uma visita.
Um simples amigo pensa que a amizade acabou depois de uma discussão.
Um simples amigo espera que você esteja sempre lá para ele.
Um amigo do conceito te espera duas horas no bar até ficar revoltado. Vai até a tua casa, xinga a tua mãe, chuta o teu cachorro e risca teu carro, tudo de novo.
Por: Kellen Lopes
17:43 | Marcadores: :: Familia e Amigos | 1 Comments
FONDUE PARA MUITOS
Eu fico bem sozinha. Sempre fui alvo de desconfiança por isso, mas é a verdade: uma vez sem companhia, posso ficar feliz, arranjando coisas a fazer sem muito esforço. Leio, faço brigadeiro, assisto um filme, fuço em pilhas de fotos antigas, durmo… Eu fico muito, muito bem sozinha. Mas talvez fique ainda melhor da outra maneira. Eu gosto das duas coisas.
Como diria aquele poeta, "quem tem amigos nunca está sozinho". Tá bom, quem disse foi o Menudo na música "Quero Ser" (que brega, cheguei ao fundo do poço agora)… mas eles estavam certos. Ter amigos pode completar todo o setor "Diversão" de uma vida.
Alguns eu mantenho contato via MSN (a distancia e a correria impede que seja de outra forma), passamos um bom tempo relembrando coisas engraçadas, fofocando, contando novidades... enfim. Dia desses falei com uma amiga que está muuuuuito longe e que trabalhou comigo antes. Nunca foi tão legal sair de casa para trabalhar, era uma loucura! Falávamos quando não podíamos, depois passamos a escrever tudo o que não podíamos falar, quase fomos expulsas da ginástica laboral, eu já cheguei a rasgar as calças, ela já fez xixi nas calças, e quando saímos de lá cantamos, quase aos berros, “Cause I’m free...”.
Outros estão sempre se reunindo para matar as saudades. Dois grupos são dignos de nota, o dos velhos amigos e o dos nem-tão-novos amigos. Esse mês tive o prazer que receber esses dois grupos em casa. Com um, o cardápio foi pão Cuca e Romeu-e-Julieta, com o outro foi pizza caseira e fondue, com um rolou altos papos sobre aeroportos e uma visita estranha, com o outro teve muita bagunça regada à chocolate e um filme chato, um acabou com uma seção de fotos e o outro com uma seção de abraços, mas com os dois eu ri como nunca e me diverti como sempre e ainda tive oportunidade de confraternizar com pessoas que não são tão “habitué” assim.
18:33 | Marcadores: :: Familia e Amigos | 0 Comments
MUSICA COM CHEIRINHO DA NAFTALINA
Ao meu pai...
... por ser daqueles que acham que música boa é música do Nelson Gonçalves, ou algo parecido, acabei conhecendo bastante coisa legal, hoje eu até sei cantarolar ‘Naquela mesa ele sentava sempre...”. Outra coisa legal (e assustadora) é que ele sempre colocava na rádio Eldorado de manhã, quando a gente andava de carro, e não é que agora essa é uma das minhas rádios preferidas? Onde mais eu ouviria Trash Pour 4?
À minha mãe...
... conheci o incrível mundo da MPB e do Classic Rock. Graças aos céus, ela não ouvia as partes chatas (com exceção a João Bosco e aquela insuportável “Papel Machê”), mas me ensinou o que precisava sobre a beleza das músicas de Chico Buarque, Caetano, Tom Jobim, Ellis, Legião, Elvis, Janis Joplin e Led Zeppelin. Lembra quando você cantava “João e Maria”? É uma das músicas do coração.
Aos amigos da escola...
... que passei anos compartilhando de fitas K7 a cds com os maiores hits da época. Com eles, pude amar Spice Girls sem pudor, pude dançar lambada sem vergonha, pude suspirar ao som dos Bacstreet Boys (pois é, meu passado me condena) sem me sentir uma palhaça e pude até cantar Legião e Ira! em rodinhas de intervalo. Sem esquecer da fase mais descolada onde comecei a ouvir Bjork, Yes Yes Yes, Cansei de ser Sexy, Los Hermanos e por aí vai...
Ao Jê (meu tio)...
... que me deixava ficar no quarto dele por horas ouvindo The Smiths (sempre que os ouço lembro dele), Duran Duran, The Cure e outros gigantes do rock/pop britânico, e tive a maior influência musical da minha vida. Com ele aprendi, também, a gostar de tecno, conheci todo o repertório da Madona, e outros ícones pop dos anos 80.
Aos meus outros tios...
... bem, com um deles, o Regi, conheci as melhores músicas do Rappa, fui devidamente apresentada ao excelentíssimo Sr. Marcelo D2 e sempre fico à par do que tem de novo (esses dias ele me mostrou um DVD do tributo ao Bob Marley maravilhoso). Com o outro, Odair, passei a ver graça em Zeca Pagodinho, Martinho da Vila e por aí vai.
Aos colegas de trabalho...
... aderi a onda black e pop, muuuito pop. Depois mudei de trabalho e, por isso, mudei de trilha sonora, agora ouço muito Jazz da África do Sul, conheci os ma-ra-vi-lho-sos cds da Putumayo e até me arrisco um pouco ouvindo Maracatu e samba de roda.
Ao meu irmão...
... que mostrou que dentro de mim, apesar de tudo, ainda bate um coração roqueiro, talvez vocês duvidem mas é verdade! Eu amo irritá-lo dizendo que suas músicas são chatas, mas é tudo mentira, graças a ele conheço um pouco mais os Ramones, White Stripes, System of a Down, Korn e Angra.
Agora estou tentando descobrir novas bandas por conta própria e ver no que dá, minhas melhores descobertas estão aí ao lado sob o tema “No som...”, é só clicar e ouvir um pouquinho. Estou numa onda Vintage agora, sabe como é... amo coisas com cheirinho da naftalina
16:10 | Marcadores: :: Familia e Amigos, :: Música | 1 Comments
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