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O RETORNO, OS ROQUEIROS E O SERTANEJO...

Olá!!!

Notícias do lado de cá:

Tá tudo bem, tudo jóia, tudo tranquilo! Não me aconteceu nada que justificasse uma ausência tão longa. Desculpaê. Acho que às vezes me falta drama na vida (aquela que assistia Maria do Bairro).

As coisas estão ficando mais tranquilas, minha mãe está vencendo o câncer, a vida social está deixando de ser uma utopia e passando a ser algo mais real e tangível, e o namoro vai bem obrigada.

Faz tanto tempo que não escrevo por aqui que nem sabia sobre o que escrever, até que comecei a ouvir uma mixtape que peguei do Don’t Touch my Moleskine - feita pelo Marcelo Tas e parceiros - e comecei a pensar em como é gozado observar como certas opiniões dominam mentes sem serem realmente processadas. Um inventa a idéia, repassa, o outro absorve e nem contesta. Na música, por exemplo. Um dia inventaram que canção sertaneja não era mais um relato sobre a vida simples do homem do campo. Os cantores apertaram a calça de couro até virar adesivo, subiram em botas com salto, soltaram gritinhos desafinados e, num passe de mágica, viraram “românticos”. Os roqueiros? Esses sempre foram os porcos sujos do meio musical. Mesmo falando de um lindo amor.

Zezé di Camargo e seu irmão bochechudo, Chitãozinho e o parceiro... todos podem esganiçar o gogó à vontade – a mim, não enganam. Como todas as duplas sertanejas mais recentes, fazem pose de conquistadores e são tratados como arautos da conquista afetiva. Esmiuçando as letras, eles falam mesmo é de sacanagem. De baile onde há um tal de “mexe-mexe” e sobre “fios de cabelos grudados no suor”. Argh! Muita informação, vai?

Ainda assim, levaram a tarja de cantar sobre romance. Tudo isso acontece enquanto Joey Ramone e seu bando falam há tempos que “she’s a sensation”, “I tell you I love you” e “I met her at the Burger King/ We fell in love by the soda machine”...

É tão pueril e apaixonado que chega doer! Ah, mas eles eram rapazes de cara estranha, que se vestiam de preto e tinham cabeleira desgrenhada. Adoradores do capeta, isso sim! Não é o que muitos pensam?

No fim das contas, imagem é mesmo tudo. Se sua banda usa guitarras e bateria feroz, é “pauleira”. Se o grupo é formado por dois sujeitos com penteado escovinha, corrente dourada no pescoço, camisa e cinto, só pode ser “romântico”. Mesmo que diga coisas como “entre tapas e beijos/ É ódio, é desejo, é sonho, é ternura/ Um casal que se ama até mesmo na cama provoca loucuras”. Tem áudio-pornô de qualidade mais safada? 

Ninguém ouve de fato a cantoria para decidir quem são os defensores do amor pleno. De todas as músicas que conheço do Ramones, 80% fala sobre a garota amada ou rock. É tão adolescente e tão adorável que hoje já imagino: a gangue devia dormir com pijama do Homem-Aranha e brincar de Gato Mia nos quartos de hotel.

Se você conhece alguém que detesta roqueiros porque eles não são limpinhos e amorosos, mostre este trecho de letra: “Hey little girl, I wanna be your boyfriend/ Sweet little girl, I wanna be your boyfriend/ Do you love me babe? What do you say?”. 

Abra os horizontes da sua cobaia. Diga a ela que não se trata de uma música entoada por Rick Martin. Não, também não é Frank Sinatra. Tampouco é Fábio Jr. cantando no idioma bretão. É Ramones! Não é que caras desalinhados gostam de pedir meninas em namoro? Surpresa total, quase um choque.

Tudo bem: em algum momento tanto os Ramones quanto outros roqueiros dizem que querem ser intoxicados, que chutam esse ou aquele traseiro e coisas assim. Santos não são, eu compreendo. Mas os brutos também amam, como insinuava aquela novela ruim. E como amam... Ainda que cantem isso por trás de uma jaqueta puída.

Enfim... é isso que eu penso! Espero não ficar tanto tempo assim sem escrever e que o próximo post seja menos revoltado.

Beijo pra quem se preocupa! Beijo pra quem não tá nem aí! Beijo pra quem caiu aqui sem querer e beijo pra quem tava pensando que eu morri!


Ao som da dita cuja da mixtape sertaneja rss

1 POR TODOS E TODOS PELO SERTANEJO...

ou UMA PITADA DE BREGUICE E ELEGANCIA NO FINAL DO DIA


Sim, eu vou me arrepender de ter colocado isso aqui - mas eu sou ré confessa que gosto de sertanejo, e ninguém é perfeito...


O YouTube Sertanejo Live, que rola na próxima terça (30/11), às 20h, ao vivo, diretamente do Youtube: http://www.skol.com.br/youtubelive/



E para melhorar o nível da coisa toda eu só vou pedir mais 13 minutinhos da sua atenção - acredite que vale muito mais que isso:





 
Aloe Blacc - You Make Me Smile

you make me smile
oh, you make me smile
come through and save the day
you make me smile
you make me smile
in a very special way

everywhere i go

people keep and ask me
where i'd get my joy why am i so happy
in these trying times when a frown is the fashion
im beaming like the sun now how can that be
see the answer to the query is very simple
im always grinning from dimple to dimple

:: PARA MELHORAR O DIA...

Lista para melhorar o dia

Hoje estou mais pra lá do que pra cá. E então, depois de uma lágrima aqui e outra acolá, eu recebo cinco e-mails "para melhorar o dia" de um dos mais fieis dos meu amigos...

Tinha isso aqui dentro:

1. "We Can Work it Out" - Stevie Wonder

2. "Sem Compromisso" - Orquestra Imperial

3. "P.D.A." - John Legend

4. "This Will Be" - Natalie Cole

5.


 

----------------- x - x ----------------

Daí me perguntam:
- Por que você não tem atualizado o blog?
- É porque a vida toma muito tempo - eu respondo.



Ao som de tudo isso aí em cima

MUSICA DE BRINQUEDO...



E se gravassem um disco inteiro só usando instrumentos de brinquedo? Não um disco de música infantil, mas um disco de música “normal” filtrada por essa sonoridade.

Foi pensando nisso que o Patu Fu fez seu 10º album. A idéia era simples: fazer algo para pais e filhos que tivesse uma das características que mais gostavam na música: terem duas (ou mais) camadas de entendimento, um “Muppet Show” de carne, osso e música. Assim trouxeram prazer de ouvir velhas canções adultas em seus arranjos originais, tirados praticamente nota por nota, só que com instrumentos de brinquedo. Diversão para os adultos, sem aborrecimento pros pequenos, e vice-versa.

Foi assim que eles sairam procurando por todo o canto brinquedos "tocaveis" e qualquer tipo de traquitana que pudesse fazer um som e tivesse um apelo infantil. Também foram utilizados instrumentos ligados à musicalização infantil como flauta, xilofone, kalimba e escaleta. Um cavaquinho foi usado como violão folk e também como baixo e um tecladinho-calculadora Casio VL1 fez a alegria dos marmanjos.

Por último veio a participação das crianças cantando, incluindo a filha de Feranda Takai e John Ulhoa. Mas não espere aquela sonoridade “coral de crianças”, e sim pequenas participações levemente desafinadas.

A banda documentou todo processo de gravação em vídeo e está mantendo o blog da banda bastante atualizado com informações de bastidores. Olha como ficou “Live And Let Die”:






E Primavera, um clássico na voz de Tim Maia, com Nina Takai e Mariana Devin no coral e participação especial de João Lucas, sobrinho do John, tocando flauta:


Para quem estava também curioso sobre a lista das canções:

01 – Primavera (Vai Chuva)
02 – Sonífera Ilha
03 – Rock And Roll Lullaby
04 – Frevo Mulher
05 – Ovelha Negra
06 – Todos Estão Surdos
07 -  Live And Let Die
08 – Pelo Interfone
09 – Twiggy Twiggy
10 – My Girl
11 – Ska
12 – Love Me Tender

Estamos no fim de agosto e eu posso dizer, de longe, que este disco é candidato a álbum do ano. Música de Brinquedo tem apenas uma coisa de infantil: a estética. 


Ao som de Pato Fu (lógico)

UM CLIPE CONTROLADO PELO CLIMA...




A dupla responsável pelo premiado clipe do AC/DC em ASCII em uma planilha de Excel, Phil Clandillon e Steve Milbourne, criaram um novo projeto interativo para a Sony Music

É um site/clipe da cantora americana Lissie e sua música “Cuckoo”, que pode ser controlado através do clima em tempo real. Você seleciona um local no mapa – que utiliza o Google Maps – e o vídeo se altera para corresponder ao tempo na cidade escolhida.

A música não para a cada vez que você muda a localização, mas entra um homem do tempo falando sobre o clima na cidade escolhida que é a deixa para o vídeo ser trocado. Foram filmados 5 cenários diferentes para o clipe.

Bem simpático. E eu gostei da música, vou ouvir o album da garota.


Via Brainstorn9


 

MUSICA DO MOMENTO...



É tão bom quando descobrimos uma música nova que é "amor à primeira escutada". Pumped up kicks, da banda indie-pop, Foster the People, é assim - impossível não virar a canção-xodó.


O grupo de L.A. surgiu no fim do ano passado e, por mais que ainda não tenha lançado um álbum, já é a nova promessa musical. O jornal inglês The Guardian disse que eles são o novo MGMT, e que Pumped up kicks é uma mistura do hit Young Folks (de Peter Bjorn and John) e We Are The People (de Empire of the Sun). Tais comparações tem fundamento: o som alegre e moderninho realmente lembra as bandas que agitaram as pistas alguns anos atrás.


Se achar difícil baixar as músicas, uma boa notícia: basta mandar um e-mail pelo site oficial (www.fosterthepeople.com) que eles lhe enviarão a faixa Pumped up kicks de graça. Aproveite e curta o som! 




I WANNA BE....


Alguém me interne no paraíso,
Preciso urgente dar um tempo por lá!
O dia passa enquanto eu perco o juízo
Quem foi que inventou que é assim?

Sorrisos plásticos cumprindo seu papel
Enfeitando um rosto de pedra!
Se a regra é ser tão simpático
Mesmo que seja só pra convencer toda platéia

I wanna be away from here
Quando essa bomba explodir
I wanna be away from here
Quando essa bomba explodir

Abraços vazios, olhares de gelo
Tão descartáveis quanto cascas no chão
Flashes capturam a melhor fachada
Mas quem vê foto não vê coração!
Não quero mais fantoches ao redor
Agindo sempre assim só quando for conveniente
Pra ganhar bônus e somar pontos
À sua carteirinha de hipócrita oficial

I wanna be away from here
Quando essa bomba explodir
I wanna be away from here
Quando essa bomba explodir
I wanna be away from here
Quando essa bomba explodir
I wanna be away from here
Quando essa bomba explodir
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:: RADIO RUIM...

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:: O QUE FOI QUE ELE DISSE?...


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Olha, a MPB pode ter seus defeitos, mas ainda é mais mãe do que madrasta, viu. Eu sei, ela é cheia de banquinhos, violões e rimas fáceis; é cheia de “zazazunzezeza” e “padabababada” também, o que enerva um pouco; e fica meio dura de entender quando vem com coisas do tipo “açaí, guardião, zum de besouro, um imã”. Ainda assim, é feita em nossa língua. Difícil mesmo é gostar de um monte de canções que a gente precisa ralar pra entender do que, raios, estão falando.

E tudo isso começou bem cedo pra mim. Primeiro, claro, com os rocks em inglês gritados por gente com dicção duvidosa. Até eu entender o que o moço do Clash estava cantando, a banda já tinha acabado. Focada, apanhei letras e mais letras do Fisk que meu professor distribuia para traduzir – se bem que isso só me garantiu saber as idéias cantadas pela Carli Simon, talvez uma musa dessa rede de escolas.

Foi preciso aprimorar a linguagem e estudar muito para entender os Beatles, suas expressões, metáforas e frases sem preço como “and in the end/ the love you take/ is equal to the love you make”. Também grudei olhos por muitos dias no encarte do LP do Police para dissecar o teor de “King of Pain” ou “Message in a Bottle”. Afinal, tinha entendido que o Sting se achava o rei da dor e tinha enviado uma mensagem na bota. Ops, na garrafa.

Pra piorar, anos mais tarde me engracei com uma fita de música italiana do meu pai. Era “Volare” pra cá, “Con te Partiró” pra lá... e outras tantas peças entoadas pelo Domenico Modugno, aquele mago. Em alguma coisa, meu pai ajudava a entender. Na maioria, eu só tentava cantar junto e decifrar que “senza fine” era algo sem fim. Tem muita coisa sem fim nas canções italianas, descobri.

A fase românica, por sua vez, teve fim. E foi fácil voltar à música brasileira, ao rock do ABC, a todas as palavras que eu sabia desde o berço. Claro que teve um retorno ao pop americano e ao rock britânico. E depois umas dificuldades novas de entender Paralamas cantando em espanhol.

Agora me vieram os franceses. Sempre me mantive longe deles porque “Rien de Rien” me parecia uma música safada à beça e causava vergonha. Saquei, mais tarde, que ela só queria dizer “nada de nada”, e me aproximei de vez do povo que fala com a garganta. Depois de “Ratatouille” nos cinemas, então, apaixonei de vez. E lá fui de novo esmiuçar letras tentando entender o que uma moça chamada Camille dizia na canção-tema “Le Festin” (linda, por sinal).

Agora caí nas graças deles de modo mais abrangente. Nos rocks velhos e novos, de “Ça Plane Pour Moi”, de Plastic Bertrand, até “Je Cours”, do KYO. E, quem diria, várias incursões ao mundo de Carla Bruni, que dominou meu mp3 player com todo o charme da rouquidão francesa. Ela é, por sinal, uma professora e tanto – desde “Le Plus Beau du Quartier”, porque se tem algo fácil é saber que ela é “a mais bonita do quarteirão”, até “Quelqu'un M'a Dit”, mais complicada de escrever do que de entender.

Óbvio que ainda me ferro bonito tentando decodificar palavras novas. E ainda me pego sendo boba o suficiente pra gostar da música só pela melodia, sem entender nada do que ela diz. Com o tempo, porém, espero entender e decifrar cada vez melhor – e então vou ter certeza do significado. Ao contrário de “açaí, guardião, zum de besouro um imã”. Que essa, desculpem, eu jamais entenderei de verdade.



Ao som de Tous Les Garçons Et Les Filles por Eurythmics
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:: Glee - Vogue (video-music)...

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:: O AMOR É...

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Segundo apreciadores de rima ruim, ele é “uma flor roxa que nasce no coração do trouxa”. Felizmente, o amor já suscitou versinhos bem mais ricos e otimistas do que esse – e também infinitas canções. Se olharmos para o setor musical tentando definir o sentimento, aliás, dá para ficar louco. São tantas as possibilidades que nem sabemos se quem está certo é Paul McCartney ou Nando Reis. Quem será, afinal, esse tal de amor?

Para mim, Huey Lewis e seus parceiros de banda é que resumiram bem tudo o que pode fazer o sujeito traiçoeiro. Em “Power of Love”, o rapaz de voz gutural bem cantou “Make one man weep, make another man sing/ Change heart in a little white dove”. É duro para alguns admitir, porém é isso mesmo: ele pode fazer um homem chorar e outro cantar. E transforma o coração em uma pombinha branca. Faz de nós todos uns maricas, esse tal de amor.

Já os Beatles, na pérola “I'm Looking Through You”, disseram foi uma grande verdade. “Love has the nasty habit of disappering overnight”. Às vezes basta mesmo uma única noite para fazer o amor sumir, por maior que seja. É um péssimo hábito que o sentimento tem, o de dizer adeus de hora para outra. Então, até agora, já sabemos que ele provoca reações exageradas e é volúvel. Sigamos.
 
Para o obscuro grupo J. Geils Band, o amor fede. É uma danação só. Eles entoam um rock chamado “Love stinks” e garantem que o amor vai te encontrar, não adianta se esconder. E quando você ouvi-lo chamar, vai deixar o coração se apaixonar. Daí o sentimento vai voar e tudo vai acabar. O arremate é triste: “I don't care what any Casanova thinks/ All I can say is love stinks”. Sabemos mais essa então. O amor é sádico.

Mas também não se pode pintar um rosto malvado no pobre sentimento. Há que diga: ele é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. Dá para suspirar apenas por escrever isso, impressionante.

Alguns adolescentes desavisados podem pensar que foram Renato Russo e sua Legião Urbana os criadores do trecho acima. Mas foi Luis de Camões. Sim, aquele de “Os Lusíadas”. Renatão adaptou, virou, mexeu, e se valeu das palavras do poeta para contar o que ele achava: o amor capaz de promover o maior arrebatamento possível. 

Há quem aposte, contudo, em uma resposta mais simplista. “Love is love”, para Boy George e o finado Culture Club. Só isso, modesto assim. Amor é amor e não é nada se eu não tiver você, diziam eles lá nos anos 80. Em uma década tão cheia de purpurina, era até pecado ser cético desse modo, não? Mas eles foram. Cada um com sua opinião, ora.

O Sonichrome, por exemplo, não tem medo de dizer que “Love is a cancer, love ain’t benign”. O amor é um câncer e não é benigno?! Se minha mãe me ouvisse cantar isso, daria logo um sermão. Onde já se viu, dizer que sentimento tão nobre é como doença? O bom é que eles arrematam informando que amor é para gente livre e uma jornada inocente – daí o nome da canção, “Innocent Journey”. Inocente ou canceroso? Bom ou mau? Difícil resolver...
 
Vamos então ao que diz o barbudo Nando Reis. “O amor é o calor que aquece a alma/ O amor tem sabor pra quem bebe a sua água”. Não bastasse parecer com uma redação “Minhas férias” feita na segunda série, ainda tinha que ser interpretada pelo Jota Quest... Mas pulemos esse fato. Ao que parece, Nando acredita que o amor é uma espécie de pinga com limão. Vadio, sádico, simples e forte – e agora também inebriante. Tomara que não deixe bafo no dia seguinte.

Vai ver é tão difícil explicar o amor, mas tão difícil, que cada um pinta ali o rosto que bem entende. Quem já sofreu com ele, vê um sujeito de temperamento ruim e pronto a dar tombo no primeiro desavisado que cruzar seu caminho. Quem tem boas recordações, define a face do amor como um tipo legal, divertido, sapequinha.

Bom mesmo é esquecer de formar teorias e amar apenas – usando, aí, a canção que melhor couber ao momento. De todas as músicas que evocam o amor, eu fico com os Beatles mais uma vez. Diriam os quatro mocinhos que “All you need is love”. Tenha ele que cara for.



 
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:: QUEM GOSTA DE GLEE VAI GOSTAR DELES!!!

PS11 CHORUS: Um coral diferente de qualquer outro



Eu estava olhando por aí na internet e trombei com um vídeo que gostei e resolvi postar aqui.

Trata-se do Coral PS22 é formado por 60-70 meninos e meninas, que estudam na Public School 22, Graniteville (New York) e é dirigido por Gregg Breinberg, desde sua criação no ano 2000. Todos os integrantes passam por um processo de audições no início de cada ano letivo para participar do coral. Eles sempre se apresentam em eventos locais e outros especiais.

São poucos aqueles que tem a coragem de esquecer a vergonha e soltar a voz pra cantar na frente dos outros. Pior ainda, se colocar um monte de gente pra cantar junto, pois aí você tem uma desculpa pra conversar com o amigo do seu lado ou dar risada dele.

Não é o que você vê no coro dessas crianças. Vejam os vídeos desse coral, e como é show o som que eles fazem, cantando músicas diferentes das que estamos acostumados a ouvir em um coral.


Aqui eles cantam com Celtic Woman (que eu AMO) a musica do Jay-Z e Alicia Keys, Empire State Of Mind



O PS22 Chorus começou a ficar bem famoso na internet depois que seus vídeos foram publicados no Youtube, ultrapassando 15,000,000 de visualizações.
Então se você gostou desse vídeo, basta procurar mais no youtube e você vai achar vários…

Nesse, a música que eles estão cantando é Lisztomania do Phoenix.



Mais em: http://ps22chorus.blogspot.com/
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MÚSICAS DO OSCAR 2010...

Por Diego Marques


 
Nine, A Princesa e o Sapo, Paris 36 e Coração Louco



Neste domingo, dia 7/03, acontece a cerimônia de entrega do maior prêmio do cinema mundial, o Oscar 2010.

Este ano cinco músicas, de quatro filmes diferentes, concorrem ao trofeu por melhor canção original, ou seja, a música foi feita especialmente para o filme. A animação "A Princesa e o Sapo", dos estúdios Disney, disputa com duas músicas a mesma estatueta.

Para você ficar por dentro, separamos as indicadas a melhor canção original. Escute e escolha a sua favorita entre as candidatas!



"Almost There"
Filme: A Princesa e o Sapo (The Princess And The Frog, EUA, 2008)
Composição: Musica e letra de Randy Newman



"Down in New Orleans"
Filme: A Princesa e o Sapo (The Princess And The Frog, EUA, 2008)
Composição: Musica e letra de Randy Newman



"Loin de Paname"
Filme: Paris 36 (Fauborg 36, França, 2008)
Composição: Musica de Reinhardt Wagner e letra de Frank Thomas



"Take It All"
Filme: Nove (Nine, EUA, 2009)
Composição: Music e letra por Maury Yeston



"The Weary Kind (Theme from Crazy Heart)"
Filme: Coração Louco (Crazy Heart, EUA, 2009)
Composição: Musica e letra por Ryan Bingham e T Bone Burnett




Fonte: Cifraclube News
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BATUQUE SINGLE LADIES...

Ou Mashup Beyonce X Fernando
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Como na história de Julie Powell e Julia Child, em que a jovem Julie resolve fazer um blog com a missão de publicar uma receita por dia do livro escrito por Julia, durante 365 dias (com o detalhe de todo santo dia testar a receita antes de publicá-la) o produtor musical João Brasil tem um projeto parecido, apesar de não ter nada a ver com culinária.

João criou o blog "365mashups" com a tarefa de postar um mashup por dia, durante um ano (para quem não sabe, mashup é um remix que mistura duas músicas diferentes). Ele é craque em misturas musicais (e bota mistura nisso!). No repertório há Black Eyed Peas + Moacir Santos, Mc Buiu + Beatles e por aí vai... Tudo feito com o maior estilo, por quem entende do riscado. João estudou na consagrada Berklee College of Music, em Boston, e, não por acaso, é DJ das festas mais descoladas da cidade, como Dancing Cheetah e Calzone.

Então... como Beyonce está no Brasil e vai fazer um show hoje em São Paulo e amanhã no Rio de Janeiro e só se fala nisso, João Brasil pegou esse embalo e fez um mashup especial com a musica Single Ladies e Quando o Coro Fala do compositor Fernando.

A idéia dele é fazer um aquecimento até o carnaval com a mulata mais falada do momento. Vale a pena conferir e, se gostar, dá para baixar o som gratuitamente aqui
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Batuque single ladies (João Brasil)



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TECHNO CHICKEN...

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Você já ouviu o novo hit do verão? Esqueça Lady Gaga e se jogue na galinha!

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O MELHOR DO UNIVERSO...

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Estava eu no saudável exercício de zapear, feliz e tranqüila, quando me deparei com mais um anúncio daquelas coletâneas de músicas vendidas pela tv. Soltei o botão do controle na hora. Eu adoro propagandas de coletâneas. Para falar a verdade, eu adoro coletâneas em si.

Os reclames (como diria minha avó) desses produtos me capturam por vários motivos. Primeiro, adoro ver um clipezinho de cada canção. Segundo, me surpreendo cada vez mais com os critérios dos organizadores, que enfiam no mesmo pacote Georgia on My Mind” e “It’s Raining Man”. Terceiro, me alegro ao conferir os brindes e exclusividades de cada coletânea (que, a meus olhos e ouvidos, parece ser sempre a mesma).

Pois não é que meus calejados olhos e ouvidos foram surpreendidos novamente? Dessa vez, pelo título de um dos produtos: “The Best of the Universe II”. Não vou nem entrar no mérito da seleção, que apresentava alguma música do Tears for Fears entre as supostas melhores do Universo. Veja bem: não estamos falando aqui da canção americana, da música contemporânea e nem mesmo do mundo.

Trata-se das melhores canções do Universo. Inteiro. Marte, o Sol e todos os outros corpos celestes inclusos. Mas o problema nem é esse. Minha dúvida é a respeito do “II”. Como alguma música pode ser a melhor do universo 2? Então, não é a melhor. É a segunda melhor. Bom, pelo menos vem com as letras. E traduções.

Logo vi que esse esquema de letras e traduções já virou padrão. Noutra emissora, mais uma propaganda anunciava nova coletânea. Essa não tem nome, leva apenas a graça do canal. Também vem com as letras e respectivas traduções, “para você saber o que está cantando”. Achei ótimo. Odeio não saber o que estou cantando. A não ser que eu esteja cantando Bon Jovi.

Qual seria, então, o diferencial dessa coletânea? Uma piscada de olhos confirmou. Era isso mesmo, eu não li errado: os CDs são aromatizados! Ai, Jesus. Como assim, aromatizados?, perguntei-me incrédula. Ainda não descobri a resposta exata para tal indagação. Aparentemente, cada disco tem um cheiro diferente. Tudo isso “para mexer com todos os seus sentidos”, diz o locutor.

Mas acontece que eu não quero ter todos os meus sentidos mexidos, cara-pálida! Se bem que isso não faz tanta diferença assim, já que, de qualquer modo, eu não iria pagar aquela quantia de lascas, em tantas suaves prestações, para receber em casa um pacote de músicas bem bacanas entre outras de gosto discutível.

As categorias dos CDs também são bastante curiosas. Tem algo como “os pioneiros do rock”, “Cinema 1” e “Cinema 2” (distribuição duvidosa, hein? Dois de cinco discos, que reúnem “o melhor do Universo”, são dedicados só ao cinema?). Tudo muito bem (ou muito mal) separadinho, talvez cada tema com aroma específico, que só Deus sabe qual seria.

No fim das contas, eu prefiro mesmo é ficar com minhas próprias coletâneas, oficiais ou não. Tem uma do Frank Sinatra. Outra do Elvis e uma terceira dos Beatles (pelas quais paguei). Já a “Tat’s Juke Box” (fresca, não?) reúne mais de cem canções em mp3. A “Juke Box at Work” tem outra centena, baixadas no local de trabalho. A “MP3s da Tamires” trouxe para o conforto do meu lar todos os downloads roqueiros da moça.

Amo meus CDs de mp3 – que não passam de enormes coletâneas. Como eles tocam na seqüência alfabética, podem às vezes causar certo constrangimento. Por exemplo, quando termina “Golden Slumbers”, com Ben Folds, e começa “Adocica”, do Beto Barbosa. Imagino o que os vizinhos ficam pensando.

Mas o que me encanta é justamente essa variedade, doida, customizada, gratuita e despretensiosa. Afinal, se quero ouvir Beto Barbosa gargalhando e Ben Folds chorando, ouço e pronto. Se ao menos os vendedores das coletâneas da TV fossem honestos, batizando seus produtos com títulos mais condizentes (como “O Que Deu Para Arrumar: Um Punhado de Músicas Sem Muito a Ver”), eu poderia até cair na deles.


Mas pagar por “It’s Raining Man” à guisa de “melhor do universo”, aí não. Ainda mais se vier com cheirinho.



Ao som de Gone Going de Jack Johnson com Black Eyed Peas

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QUSE SEM QUERER...

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Tenho andado distraída
Impaciente e indecisa
E ainda estou confusa
Só que agora é diferente
Estou tão tranqüila
E tão contente...

Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém

...

Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê

E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...

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I'M YOURS...

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HOJE EU NÃO VOU FAZER NADA...

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Coçando

Composição: Dadi / Ana Cañas / Liminha / Arnaldo Antunes


Sabe o que que a gente faz
Quando a gente não quer fazer nada?
Sabe o que que a gente faz
Quando a gente não quer fazer nada?

A gente bebe e fica louco
Fala mal dos outros
A gente vai para o trabalho
Pra jogar baralho
A gente liga para alguém
E pergunta como é que vai? Com quem?
A gente sonha o impossível
Ser um ser invisível

Silêncio enquanto penso
Barulho enquanto durmo
Eu vou é fazer nada
Pra esquecer o meu futuro

Silêncio enquanto penso
Barulho enquanto durmo
Eu vou é fazer nada
E assim mudar o rumo

Hoje eu não vou fazer nada
Hoje eu não vou fazer nada não
Hoje eu não vou fazer nada
Hoje eu não vou fazer nada não

Sabe o que que a gente faz
Quando a gente não quer fazer nada?
Sabe o que que a gente faz
Quando a gente não quer fazer nada?

A gente passa o dia inteiro
Sem sair da cama
Faz tudo que não dá dinheiro
Mas a gente nem reclama
A gente dá risada e depois fica sério
A gente fica sério e depois dá risada
Primeiro fica quieto e depois dá um berro
E tudo acontece é só não fazer nada

Silêncio enquanto penso
Barulho enquanto durmo
Eu vou é fazer nada
Pra esquecer o meu futuro

Silêncio enquanto penso
Barulho enquanto durmo
Eu vou é fazer nada
E assim mudar o rumo

Hoje eu não vou fazer nada
Hoje eu não vou fazer nada não
Hoje eu não vou fazer nada
Hoje eu não vou fazer nada não

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POR ESSES ULTIMOS DIAS...

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Pelo dia de hoje...

... E também pelo lado menina e mulher que convivem muito bem lado a lado, por todos os aprendizados e amadurecimentos, pela alegria inerente, pelos medos superados, pelas amizades conquistadas e mantidas, pela vontade de fazer sempre mais, por ser hoje um pouquinho melhor que ontem:


Eu apenas queria que você soubesse
Gonzaguinha

Eu apenas queria
que você soubesse
Que aquela alegria
ainda está comigo
E que a minha ternura
não ficou na estrada
não ficou no tempo
presa na poeira

Eu apenas queria
que você soubesse
Que esta menina
hoje é uma mulher
E que esta mulher
é uma menina
que colheu seu fruto
flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer
a todo mundo que me gosta
que hoje eu me gosto muito mais
porque me entendo
muito mais também
E que a atitude
de recomeçar
É todo dia, toda hora
É se respeitar
na sua força e fé
Se olhar bem fundo
até o dedão do pé

Eu apenas queria
que você soubesse
Que essa criança
brinca nessa roda
E não teme os cortes
das novas feridas
pois tem a saúde
que aprendeu com a vida


Ouça aqui:









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