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SEMPRE E NUNCA... EU

Ao som de Velha Roupa Colorida por Elis Regina


Sempre a oscilação entre bolsas recheadas de inutilidades e o caminhar ao vento, sem lenço ou documento. Sempre a teimosia em arrumar malas cinco minutos antes da partida. Sempre esse nomadismo entre o cá e o lá, sem chão que me defina. As travessias de lugar nenhum pra nenhum lugar. E ainda sempre os caminhos frágeis, sem atalhos, direções, pontos de fuga e pontos de ônibus... destino incerto. Os meus pés me conduzindo – sempre – pelas veredas entre o oito e o oitenta, sem nunca optarem pelo bom senso. Nunca as decisões coerentes (ao menos nos momentos precisos). Nunca as realizadas vontades além das infames. Nunca a alternativa correta assinalada, um organização eficiente das gavetas, a medida certa de sal na comida, o vestido bonito para o encontro de era-uma-vez. Constante, apenas essa velha inconstância.


Pêésse (como diz um amigo): Se eu soubesse que nessa semana minha vida ia estar tão encrencada teria ficado feliz na semana passada.


3 comentários:

(in)feliz...mente disse...

Para que todos saibam eu vos comunico que este tal amigo sou EU!

E tenho dito!

Feliz...mente disse...

"Não pense que eu ando atrás só de belas coisas simples. Eu quero qualquer coisa, desconexa, contraditória, insegura, não tem importância, desde que seja sua. As definições redondas e grandiloqüentes, as coisas categóricas e acabadas não me satisfazem, porque eu não sou assim"

Para minha Clarice Lispector

Bjo

TAT disse...

Que bom, pois como diz Florbela Espanca "o meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito..."

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