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:: ESSAS MOÇAS ESTÃO DIFERENTES...

Não é que eu abriria mão da tecnologia e das oportunidades que as mulheres podem usufruir neste século para morar dentro de uma história de José de Alencar. É que às vezes, só às vezes, eu consigo pensar em algumas vantagens em ser uma senhorita vivendo há muitos anos.

Moças de hoje, as que estudam e/ou trabalham, mal têm tempo de pensar muito no que vestir antes de sair de casa. A maioria de nós acaba optando pelo combo calça jeans+blusinha. Moças de ontem, que não estudavam (pelo menos fora) e não trabalhavam, tinham tempo de sobra para escolher dentre diversos vestidos rendados. Ah, e era um modelito para cada refeição.

Moças de hoje precisam se preocupar com o corpo, uma vez que formadoras de opinião (atrizes de TV e cinema, modelos, etc...) vivem exibindo as formas perfeitas na telinha ou na telona e é muito difícil não se deixar influenciar por essa estética. Moças de ontem nem se preocupavam com o pneuzinho na barriga, já que não existia TV nem cinema. E os homens já desmaiavam só de vislumbrar um pedacinho do tornozelo ou do punho.

Moças de hoje chegam em casa depois do longo dia de trabalho e pegam uma bandeja de comida congelada para ser esquentada no microondas. De sobremesa... Que sobremesa? E a dieta? Moças de ontem tinham a comida preparada para elas e devidamente apresentada em pratos de porcelana com florzinhas e borda dourada. De sobremesa... Doces calóricos de nomes bonitos, tipo ambrosia.

Moças de hoje sabem mexer no computador e algumas até mesmo sabem trigonometria e os afluentes do Rio Amazonas de cor. Moças de ontem não sabiam nada disso, mas sabiam bordar, costurar, cantar, cozinhar, recitar poemas e até tocar cravo. Me pergunta quantas vezes eu precisei saber trigonometria na minha vida; agora me pergunta quantas vezes precisei fazer bainha numa calça.

Moças de hoje trocam torpedos com pretendentes, mensagens essas que não passam de duas linhas de um texto que assassina qualquer regra gramatical. Moças de ontem trocavam cartas de amor com seu único pretendente, cartas essas escritas com uma caligrafia rebuscada em papel grosso devidamente perfumado. O envelope era então lacrado com cera e o carimbo contendo sua inicial.

Se as moças de hoje sofrem por diversos problemas, aposto que as moças de ontem também sofriam por problemas diferentes. Só que sofrer com classe é outra história.


Ouvindo... Meyton Townhall do filme Orgulho e Preconceito composta por Dario Marianelli


1 comentários:

Anônimo disse...

oi moça.
tava com saudades. ta td bem? a vivi falou q vc tava meia dodoi.
gostei mto da música medieval, me senti em uma festa no castelo...rsrsrs.

realmente os problemas de cada época são bem diferentes uns dos outros...kkk ta parecendo minha aula de sociologia geral ou de história..rsrsrs

bjos, até mais, me manda noticias suas.

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