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FRASES CINEMATOGRÁFICAS - PARTE 2


Primeiro foram citações de filmes renegados, aqueles que vimos, até gostamos, mas não confessamos nem sob tortura. Agora são frases de filmes nem tão renegados assim, e que eu amo repeti-las, não todas as horas e muito menos com todas as pessoas, até porque a maioria das coisas só tem graça que o nosso interlocutor entende. Pois bem, senhoras e senhores eu lhes apresento “Frases Cinematográficas – parte 2”


Algumas formam filosofias interessantes. Por exemplo: eu não sei se os roteiristas de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” copiaram essa certa frase de algum lugar, mas achei ótima. Diz assim: “quando o dedo aponta o céu, o idiota olha para o dedo” (foi dita pelo menininho que mostra ao Nino, paixonite de Amélie, para onde o tapado deve voltar sua atenção). E eu uso para aquelas situações onde estou querendo provar um ponto de vista, mas os lesados ouvintes são incapazes de focar na idéia central.


Nem todas as minhas frases repetidas, porém, precisam ser assim tão filosóficas. Quando eu vejo uma Kombi velha e azul, por exemplo, é impossível deixar de gritar “Libiaaaaaans!”, como faz o Marty McFly em “De Volta para o Futuro”. E só tem graça em inglês, não sei qual o motivo... Na verdade, acho que só eu mesma acho graça em pensar que um bando de terroristas líbios está no tal carro... (claro que se eu estiver acompanhada por alguém que não sabe do que se trata eu prefiro me recolher a minha insignificância).


Outra que faz muito mais sentido na versão original é “talk to the hand” ou “fale com minha mão”, muito bem empregada por aquele ator-robô-e-agora-safado-com-licença em “O Exterminador do Futuro 3”. Basta eu ficar sem paciência para ouvir besteira ou pedidos idiotas e uso essa máxima. Pena que ninguém se contenta em falar com a minha mão e me deixa em paz de fato.


Duas outras viraram lemas de vida para essa humilde escrevinhadora. “Quando eu ficar brava mesmo, você vai saber”, que eu aprendi em “A Malandrinha” e uso quando alguém ACHA que eu já fiquei nervosa o suficiente – mas não sabe que posso me tornar uma real máquina de matar.


A outra é “Viver com medo é como viver pela metade”, que eu emprego ao dar conselhos bobos para quem está na dúvida sobre cometer ou não certa ação. Dá certo, porque aqueles que nunca viram o filme pensam que eu inventei essa máxima na hora e sou quase uma poetisa.


Certo dia, um amigo estava contando um problema que tinha e não estava resolvendo bem. Daí eu dei meus palpites e completei com essa frase magnífica. O diálogo que veio a seguir:


– Nossa, é verdade... De onde veio isso, Fernando Pessoa?

– Não... Do “Dança Comigo”...




Porque eu roubo frases de filmes bestas, mas pelo menos não escondo isso de ninguém.

2 comentários:

Elisa Ribs disse...

Ah, adorei as frases de filmes! Por incrível que pareça, a frase de filme que eu mais falo é: "Perigo? Eu rio na cara do perigo, ha-ha-ha-ha!", do Rei Leão, ahuahauha. Sempre uso essa quando estou conversando sobre algo complicado que eu preciso fazer. Não tô lembrando de outra no momento, mas que essas frases são bem úteis, ah, são. Beijos.

Anônimo disse...

Tentei comentar o "Bonequinha de Luxo" e "Os camelos também choram", mas não consegui - aparecia constantemente um aviso que a página podia ter items não seguros, por mais que eu aceitasse não paravam de surgir! Enfim... eu também gosto de todo o tipo de filmes - depende um bocado do dia e do estado de espírito, né? O camelinho que chora é tão amoroso...
Ah, obrigada pelo comentário no meu blog:)

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