PLAYLIST DO BLOG
SALVE FERRIS, SEMPRE...
Todo mundo precisa de um dia de folga – Tenha 5 ou 55 anos.
Não me lembro quando foi a primeira vez em que assisti a "Curtindo a Vida Adoidado". Só sei que faz algum tempo e, naquela época, já falava com orgulho que esse era o filme mais bacana do mundo. Hoje, depois de todos os anos que se passaram - e meu gosto por cinema se intensificou e evoluiu bastante - continuo achando a peripécia de Ferris Bueller uma das melhores coisas que já vi.
Simplesmente não me canso da obra-prima de John Hughes, além de sentir que gosto dela cada vez mais. A mais recente assistida deu-se na semana passada, quando em casa de enfermeira da minha mãe e resolvi relembrar os velhos tempos vendo Ferris pela centésima vez no DVD. Quer saber? Continuo apaixonada pelo adolescente com carinha angelical e irônica ao mesmo tempo, que resolve cabular um dia de aula inventando uma doença e arrastando consigo seu melhor amigo Cameron e sua namorada Sloane pelas ruas de Chicago.
Você não precisa ter motivo algum para assitir ao filme e se deliciar também. Mesmo assim, vou lhe dar 10:
10) A falsa doença
Ferris inventa uma febre para ficarem casa. Mas ele não é tão primário a ponto de só colcar o termômetro perto de uma lâmpada. Seu plano é requintado e engloba mãos suadas (molhadas com água da torneira mesmo), um boneco de tamanho natural debaixo das cobertas, uma fita K-7 com sons de ronco, um teclado com efeitos sonoros como tosses e espirros... Claro que é preciso também ter aqueles pais patetas, que acreditam em tudo o que o filhinho fala. Profissional é apelido.
Ferris inventa uma febre para ficar
9) O diretor e a secretária
Sr. Ed Rooney é o diretor que quer botar as mãos em Ferris para escrever seu nome na história da escola. Stra. Grace é a sua secretária estúpida que guarda lápis na cabeleira e se acha muito eficiente. Juntos, eles protagonizam cenas engraçadíssimas, como quando o "pai" de Sloane liga para a diretoria dizendo que a avó da menina morreu. Rooney acha que é Ferris disfarçado, xinga o cara, mas Ferris liga na outra linha e prova que não tem nada a ver com aquilo. Quer dizer, quase.
Sr. Ed Rooney é o diretor que quer botar as mãos em Ferris para escrever seu nome na história da escola. Stra. Grace é a sua secretária estúpida que guarda lápis na cabeleira e se acha muito eficiente. Juntos, eles protagonizam cenas engraçadíssimas, como quando o "pai" de Sloane liga para a diretoria dizendo que a avó da menina morreu. Rooney acha que é Ferris disfarçado, xinga o cara, mas Ferris liga na outra linha e prova que não tem nada a ver com aquilo. Quer dizer, quase.
8) Os diálogos
Como se não bastasse todo o resto, esse filme ainda tem diálogos incríveis. Poderia fazer um texto só sobre eles, mas vou deixar um exemplo falar por si mesmo: "Eu realmente tenho uma prova hoje. Não era mentira. É sobre socialismo europeu. Quero dizer, sinceramente, para quê? Eu não sou europeu. Eu não planejo ser europeu. Então quem liga se eles são socialistas? Eles podiam ser anarquistas fascistas. E isso não ia mudar o fato de eu não ter um carro". Precisa mais?
Como se não bastasse todo o resto, esse filme ainda tem diálogos incríveis. Poderia fazer um texto só sobre eles, mas vou deixar um exemplo falar por si mesmo: "Eu realmente tenho uma prova hoje. Não era mentira. É sobre socialismo europeu. Quero dizer, sinceramente, para quê? Eu não sou europeu. Eu não planejo ser europeu. Então quem liga se eles são socialistas? Eles podiam ser anarquistas fascistas. E isso não ia mudar o fato de eu não ter um carro". Precisa mais?
7) A Ferrari
Taí a coisa que o pai do Cameron mais ama na vida. Só que o plano de tirar Sloane da escola inclui buscá-la com um carrão. Quer carrão maior que esse? O problema é que o trio confia o automóvel a um guardador e CLARO que o malandro não deixa de dar umas (muitas) voltas. A passagem em que ele voa com a Ferrari ao som da música-tema de "Star Wars" é memorável. Porém, não mais do que a cena em que a máquina vermelha atravessa a janela e é completamente destruída no barranco.
Taí a coisa que o pai do Cameron mais ama na vida. Só que o plano de tirar Sloane da escola inclui buscá-la com um carrão. Quer carrão maior que esse? O problema é que o trio confia o automóvel a um guardador e CLARO que o malandro não deixa de dar umas (muitas) voltas. A passagem em que ele voa com a Ferrari ao som da música-tema de "Star Wars" é memorável. Porém, não mais do que a cena em que a máquina vermelha atravessa a janela e é completamente destruída no barranco.
6) O golpe do restaurante
O trio resolve almoçar no restaurante mais caro da cidade. O recepcionista, uma figura com um bigodinho safado, desconfia um pouco quando Ferris diz ser Abe Froman, um senhor que tem reserva marcada. "O senho é Abe Froman?", ele pergunta. "O Rei da Salsicha de Chicago?". O protagonista e sua já aclamada cara-de-pau afirmam que sim e, depois de vencidos alguns obstáculos, os três descolam o tal almoço grátis - tudo na conta do cara da salsicha.
O trio resolve almoçar no restaurante mais caro da cidade. O recepcionista, uma figura com um bigodinho safado, desconfia um pouco quando Ferris diz ser Abe Froman, um senhor que tem reserva marcada. "O senho é Abe Froman?", ele pergunta. "O Rei da Salsicha de Chicago?". O protagonista e sua já aclamada cara-de-pau afirmam que sim e, depois de vencidos alguns obstáculos, os três descolam o tal almoço grátis - tudo na conta do cara da salsicha.
5) A irmã chata
Por que todas as irmãs dos clássicos dos anos 80 são umas pestes? Só sei que isso tornou-se uma constante, e Jeannie é a pior delas. Não contente por ter ganho um carro (Ferris só levou um computador), a estrupícia resolve desmascarar o irmão para ganhar o posto de queridinha dos pais. Claro que ela também só se mete em confusão, mas no final fica boazinha e ajuda nosso herói. Tudo por causa do Charlie Sheen, que faz uma ponta engraçadíssima, bem no finzinho.
Por que todas as irmãs dos clássicos dos anos 80 são umas pestes? Só sei que isso tornou-se uma constante, e Jeannie é a pior delas. Não contente por ter ganho um carro (Ferris só levou um computador), a estrupícia resolve desmascarar o irmão para ganhar o posto de queridinha dos pais. Claro que ela também só se mete em confusão, mas no final fica boazinha e ajuda nosso herói. Tudo por causa do Charlie Sheen, que faz uma ponta engraçadíssima, bem no finzinho.
4) A imitação do pai de Sloane feita por Cameron
"Com o perdão da palavra, Sr. Rooney, mas o senhor é um saco". Cameron, fazendo voz rouca e brava, se diverte imitando o pai de Sloane ao telefone. Ferris lhe dá a missão (uma vez que ele próprio já está marcado), e o amigão tenta convencer o diretor a liberá-la por conta da morte fictícia da avó. Cameron dá umas escorregadas que custarão a Ferrari de seu pai - mas também, o que seria do resto do filme se não fosse exatamente isso?
"Com o perdão da palavra, Sr. Rooney, mas o senhor é um saco". Cameron, fazendo voz rouca e brava, se diverte imitando o pai de Sloane ao telefone. Ferris lhe dá a missão (uma vez que ele próprio já está marcado), e o amigão tenta convencer o diretor a liberá-la por conta da morte fictícia da avó. Cameron dá umas escorregadas que custarão a Ferrari de seu pai - mas também, o que seria do resto do filme se não fosse exatamente isso?
3) A cena do museu
Se eu não me engano é a única cena do filme sem um diálogo sequer. Mas para quê, se ela é todinha embalada por "Please Please Please Let Me Get What I Want", dos Smiths, tocada só por instrumentos? É a trilha sonora perfeita para um momento perfeito. Destaque para a horaem que Cameron olha para um quadro e a câmera vai dando closes alternados nas duas figuras, até que chega na trama da tela e no azul dos olhos do personagem. Poesia pura.
Se eu não me engano é a única cena do filme sem um diálogo sequer. Mas para quê, se ela é todinha embalada por "Please Please Please Let Me Get What I Want", dos Smiths, tocada só por instrumentos? É a trilha sonora perfeita para um momento perfeito. Destaque para a hora
2) As conversas com a câmera
Uma das melhores sensações que o filme passa é fazer o telespectador sentir-se parte da história. O truque genial acontece através dos diálogos que Ferris tem com a câmera - ou melhor, com as pessoinhas do outro lado da tela. Há diversos momentos em que os três personagens estão conversando e Ferris vira e fala alguma coisa para nós! Pena que quando passa na TV aberta eles cortam o final dos créditos, quando o personagem fala "Vocês ainda estão aí? Vão embora!".
Uma das melhores sensações que o filme passa é fazer o telespectador sentir-se parte da história. O truque genial acontece através dos diálogos que Ferris tem com a câmera - ou melhor, com as pessoinhas do outro lado da tela. Há diversos momentos em que os três personagens estão conversando e Ferris vira e fala alguma coisa para nós! Pena que quando passa na TV aberta eles cortam o final dos créditos, quando o personagem fala "Vocês ainda estão aí? Vão embora!".
Desculpe, mas o primeiro lugar não poderia ser outro. Ferris invade a parada no centro da cidade, sobe em um dos carros alegóricos, pega o microfone e faz as ruas chacoalharem com esse clássico famoso pela interpretação dos Beatles. Uma curiosidade: apesar do filme ter feito a música voltar às paradas, Paul McCartney não gostou nadinha da homenagem, principalmente porque foram adicionados arranjos de metais. Ele caiu no meu conceito quando eu soube disso.
18:45
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