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SP CANTA E DANÇA...

por Cesar Giobbi

Três grandes musicais, que já fizeram sucesso na Broadway, chegam a São Paulo em versão made in Brazil

Essa semana a cidade começa a dançar embalada por três grandes musicais que entraram em cartaz. São três superproduções tão competentes quanto as da Broadway. O teatro paulista já provou, em diversas oportunidades, que é bom nisso também. E o mercado de atores, dançarinos e cantores de musicais aumenta a cada temporada, assim como aumenta a demanda. O público ama e lota as casas por meses. As pré-estreias já começaram dia 18 com Hairspray que fez sua primeira apresentação com bilheteria, no Teatro Bourbon. Mas a estreia oficial é no dia 26. O Rei e Eu tem sessão beneficente dia 23, com estreia oficial no dia 27, no Teatro Alfa. E Cats abre temporada em 4 de março, no Teatro Abril.



Hairspray




Hairspray é uma comédia divertida, que rendeu um filme ótimo com John Travolta travestido na mãe da gordinha protagonista. Aqui, o papel será de Edson Celulari. O enredo fala dos tempos do rock nos programas musicais da TV americana do começo dos anos 60. Mas, sobretudo, fala sobre preconceito e integração racial de maneira simpática e comovente. O elenco de 31 pessoas tem Simone Gutierrez como protagonista, Arlete Salles como a grande vilã, interpretada no filme por Michelle Pfeifer, e mais Danielle Winits e Jonatas Faro. São mais de 40 trocas de cenários, 350 figurinos, 100 perucas, 35 toneladas de equipamentos.  Diversão garantida, com a qualidade das músicas e coreografias, e, sobretudo, com a versão assinada por Miguel Falabella.

 


O Rei e Eu


 

O Rei e Eu é uma produção de Jorge Takla. Não seria preciso dizer mais nada. Basta lembrar que dele são as recentes montagens de My Fair Lady e West Side Story. Takla é um perito no assunto há décadas. E não dirigiu só musicais, como óperas também. É um garimpador de talentos e esse mercado tem muito a lhe agradecer. Para esta temporada, Takla escolheu este sucesso assinado pelos mitológicos Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, e que já rendeu não só espetáculo na Broadway, como duas versões para o cinema. Conta a história da preceptora inglesa contratada pelo rei do Sião para educar seus filhos, e do romance que nasce entre eles. Jamil Maluf é o diretor musical, que se baseou nas partituras originais, de 1951. Tuca Andrada faz o rei eternizado nas telas por Yull Brynner e Chow Yun-Fat, enquanto Cláudia Netto faz a professora Anna, já vivida no cinema por Deborah KerrJodie Foster. O elenco de 50 atores, sendo 15 crianças, ainda tem Bianca Tadini e Luciana Bueno. O fausto do Sião do século 19 está em dez cenários de Duda Arruk e 550 figurinos de Fabio Namatame.

Cats

 

Cats chega ao Brasil exatamente 30 anos depois de estrear com sucesso estrondoso na Broadway, onde continua em cartaz. A trilha sonora de Andrew Lloyd Weber é uma das mais conhecidas do público devido ao sucesso Memory, cantado nesta montagem por Paula Lima, na versão de Toquinho. A produção é uma cópia perfeita da montagem da Broadway, como costuma fazer a Time 4 Fun, sucessora da CIE, que trouxe ao Teatro Abril Les Miserables, A Bela e a Fera e Chicago. Os 150 figurinos, adereços e as 64 perucas vêm de Nova  York, e são apenas adaptados aqui ao elenco local. São 35 atores em cena e mais de 100 técnicos nos bastidores, comandados pelo diretor geral Richard Stafford. A direção musical é de Stan Tucker. A orquestra é dirigida pelo maestro Miguel Briamonte. E a coreografia é ensaiada por Marina Stevenson. Os dois americanos e a inglesa estão em São Paulo desde o começo da produção, que custou R$ 6 milhões, com patrocínio máster do Bradesco. E da Wiskas, comida para gatos, o que é divertido.

 


Agora imaginem se eu não estou louca pra ver os três espetáculos?!



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