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GRANDE DEMAIS?...

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A máquina de fazer doidos teve uma grande influência na minha infância. Tá, nem tão grande. Mas foi através dela que conheci alguns desenhos e programas que nunca mais me saíram da memória, como "Os Herculóides", "Get along Gang" e "Caverna do Dragão".

Esses foram meus três desenhos favoritos por muito tempo. Quando tive a oportunidade de rever um deles, "Os Herculóides", no abençoado canal Boomerang, tive um choque: a história é um horror! A animação é muito ruim! O Zandor usa tiara! E o argumento todo não faz sentido: eles estão na pré-história ou no futuro? Coisa estranha...

Mesmo assim, guardo a família de humanos e seus companheiros esquisitos (meu favorito era o triceratops que lançava umas pedrinhas pelo chifre) com carinho, na caixinha das memórias de infância. Um dia eu achei que aquilo prestava, talvez por culpa do excesso de ingestão de Dip’n’Lik, e o que vale é lembrar desses dias – não do desenho em si.

Já com outros programas não tem desculpa. Esses eu conheci depois de grande, com o senso crítico mais formadinho (certo, nem tanto) e sem o Dip’n’Lik por perto. Gostei, assisti (ou assisto sempre que posso) e, mais tarde, não vou poder escrever um texto como esse dizendo que, puxa, aquilo era uma droga (o desenho, não o pirulito feito com a raspa dos reatores de Chernobyl).


Esses são meus programas infantis favoritos, depois de grandinha. E que atire a primeira pedrinha (pelo chifre) quem não tem os seus!


5. Castelo Rá-Tim-Bum
Não era tão legal quanto seu predecessor, mas também tinha quadros e personagens inesquecíveis. O Mau, que vive pelos esgotos do castelo apavorando a todos com sua gargalhada fatal, fazia dupla com um esquisito boneco chamado Godofredo. O Ratinho tomando banho era tão adorável que até hoje eu canto a música no chuveiro: "Tchau, preguiça, tchau, sujeira! Adeus, cheirinho de suooooor..." Quem tem TV Cultura ainda pode assistir.


4. Glub Glub
A abertura já era uma atração à parte, com um peixe desmiolado que puxava uma TV para o fundo do mar. A musiquinha hipnótica, que repetia nada além do nome do programa, era cantada religiosamente por mim e meu irmão, duas cabecinhas paradas na frente da tela. A gente também vibrava com o desenho dos personagens Pare Com Isso e Vá Brincar Lá Fora, que combatiam o grande e malvado Eu Disse Não. Demais.


3. Rá-Tim-Bum
O melhor dos programas com o selo da expressão do "Parabéns a Você", Rá-Tim-Bum era dirigido por Fernando Meirelles, o mocinho que se consagrou com "Cidade de Deus", "Ensaio Sobre a Cegueira" e "O Jardineiro Fiel". Meus quadros favoritos são o do detetive Máscara, que é burro que nem uma porta, e de Nina, a garotinha que tem uma boneca careca e fica falando com a câmera no quarto. A Esfinge, transformada numa espécie de animador de auditório, também conta.


2. Rugrats – Os Anjinhos
Aa aventuras de Tommy, o corajoso bebê da cabeça amassada, e seus amigos Phil, Lil e Chuckie – um medroso de espalhafatosos cabelos ruivos – ainda me deixa quietinha na frente da TV. O desenho tem uma das melhores vilãs das safras recentes: Angelica, prima mais velha de Tommy que só quer saber de maltratar os pequeninos. O episódio em que eles escapam no cinema para procurar o Reptar, lagartão gigante do qual a turma é fã, é ótimo.


1. O Mundo de Beakman
Um cientista malucão, um rato nojento chamado Lester e uma assistente neurastênica conhecida por Rosie. Não precisava de mais nada para animar o meu fim de tarde, ligada na TV Cultura. O trio comandava experiências científicas, contava curiosidades e encenava musicais sobre temas como a inércia e a gravidade. O episódio sobre o muco, em que Beakman adentrou um tubo cheio de meleca, foi um clássico...


Ao som de Everly Brothers

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2 comentários:

Digão disse...

Agora sim! Essa eh minha irmã!... Click aqui!

Digão disse...

Essa eh minha irmã!.... E por falar disso, tenhu um adicional -> Click aqui!

O ruim eh que sempre essas coisas vem com uma noticia ruim... eh passado. -> Click aqui!

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