PLAYLIST DO BLOG
NO BALEIRO...
O que você faz em quinze ou vinte minutos, hoje? Nesse misero tempo, eu consigo lavar a louça do almoço (que aqui em casa se resume a dois pratos, dois copos e três talheres – porque minha mãe come só de garfo) ou, talvez, ler e resaponder os últimos três ou quatro e-mails que chegaram.
Nada disso é, nem de longe, tão interessante quanto o um quarto de hora que ocupava o recreio da escola. As crianças do primário deviam dar palestras em grandes empresas sobre como multiplicar seu tempo. Afinal, elas são capazes de um verdadeiro milagre.
Na hora do intervalo, nos mesmos quinze minutos que hoje gasto para lavar louça, eu tomava o lanche (com pãozinho, bebida e sobremesa), trocava papel de carta, batia bafo, brincava de stop e ainda arrumava tempo para degustar algumas das maiores maravilhas gastronômicas que a humanidade já conheceu: as balas, esses docinhos amados pelos petizes, desprezados pelos pais e temidos pelos dentes de leite (especialmente os moles).
Algumas boas balas ainda estão aí, nos baleiros de bares e padarias ou nos camelôs – a favorita é a 7 Belo, um dos raros itens na minha lista de "coisas verdadeiramente boas e baratas da vida". Outras, infelizmente, deram mesmo "adeus" – se não por completo, pelo menos à distribuição nacional, e só são achadas em algumas regiões do país. Por isso, presto esse sincero tributo às mais ou menos falecidas balas de antes.
Soft
Mais lisa que bagre ensaboado, a Soft era uma espécie de bolinha achatada dura feito pedra, que vinha
Grau de periculosidade: Altíssimo. Quando não era acidentalmente engolida inteira por alguém, cortava a língua no finalzinho, já que a bala ficava fininha feito um caquinho de vidro.
Paulistinha
Com a mesma textura, consistência e coloração (e, por conseguinte, os mesmos sabores) que a Soft, a Paulistinha só se diferenciava por ser compridinha e retangular, feito um paralelepípedo bem pequeno e fininho.
Grau de periculosidade: Alto. Ela não era tão escorregadia quanto a Soft e, se engolida, descia mais fácil, mas também podia cortar a língua no final.
Skate
Essa bala virou mania na minha escola, lá pelos idos da 6a série. Quem resistia à novidade de um docinho comprido e fininho, feito uma tira, com aquele delicioso sabor morango de fábrica?
Grau de periculosidade: Médio. Duro era arrancar um teco da bala em faixa com o dente. O ato podia causar alguns acidentes – nos dentes e nas pessoas que passavam em volta, que recebiam mãozadas quando a tirinha finalmente cedia...
Bala de amendoim
Essa era durinha por fora, mas tinha uma espécie de creminho de amendoim por dentro. Nem era tão gostosa assim; para compensar, o papel que a embrulhava era lindo, em tons de amarelo e marrom.
Grau de periculosidade: Baixo, a não ser que você fosse alérgico a amendoim. Fora isso, podia comer sem medo!
Juquinha
O menininho de cabeça amarela estampava a embalagem exterior dessa bala, que ainda contava com um intransponível papel interior, jamais retirado inteiro por nenhum ser humano que eu conheço. Dessa maneira, a bala sempre era degustada com um toque do bouquet de celulose.
Grau de periculosidade: Baixo, já que depois de anos comendo Juquinha cheguei à conclusão de que não faz mal comer papel.
Bala chiclé
Havia uma grande variedade de genéricos do mesmo produto – a bala durinha, cor-de-rosa, que no seu âmago guardava as respostas para todas as mazelas da vida: um suculento chiclé. Ok, na verdade o chiclete era mínimo.
Grau de periculosidade: Alto. Como a goma de mascar interna era o grande objetivo, os apressadinhos mordiam a bala e arriscavam as obturações.
Bala de leite Kids
Se hoje em dia eu sou doida por ter um baleiro em casa, a culpa é daquela inesquecível propaganda da bala de leite Kids. A musiquinha fofa convidava as crianças a exigir nada mais, nada menos que os pedacinhos puxa-puxa de coloração estranha ao comprar bala.
Grau de periculosidade: Baixo, para crianças fora da época de troca da dentição; alto para quem tinha os dentes começando a amolecer; nem-pense-em-por-isso-na-boca para quem tivesse algum dente por um fio. A não ser que você preferisse escapar da linha amarrada na porta...
.
17:45
|
Marcadores:
:: Coisas de Criança,
:: Vida Suburbana
|
- :: A Casa que minha avó queria...
- :: Amor | Amour | Love | Amore...
- :: Apartment Therapy...
- :: Bailinho...
- :: Bem Legaus!..
- :: Café no Central Perk...
- :: Cinematographo...
- :: Conversas Furtadas...
- :: Copy & Paste...
- :: Cornflake...
- :: Corto Cabelo e Pinto...
- :: De Menininhas...
- :: Dedo de Moça...
- :: Descontrol...
- :: Design Is Mine...
- :: Design Love Fest...
- :: Dont Touch My Moleskine...
- :: Dormiu...
- :: Draw and Cook...
- :: d♥...
- :: Ela fala e sai andando...
- :: Enjoei...
- :: Feio na Foto...
- :: Fernand Aphen...
- :: Garota Criatividade...
- :: Gonzales...
- :: I Can Read...
- :: Kris Atomic...
- :: Laerte...
- :: Le Love...
- :: Meu Drink...
- :: Musicovey...
- :: Olhares...
- :: Omelete...
- :: Pix...
- :: Polka Dot Robot...
- :: Salda da La...
- :: Style Me Pretty...
- :: The Flash Dance...
- :: The Sartorialist...
- :: The Selby...
- :: Trilha para Tudo...
- :: Ueba...
- :: Yes, please...
2 comentários:
Tat
Você é boba mesmo né
Hehe
Bjs
Tati, vc tem razão, pouco conseguimos fazer hj com 15 minutos, mas as crianças fazem milagres, quanta energia!!! também pudera com tanto doce. rsrsrs, mas eu não dispenso uma balinha!!! rs a 7 belo, a chita e a de coca-cola eu chupo até hj na cantina da facul.rsrsrs
bjs. t+.
Postar um comentário