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AMOR É UM BICHINHO...

Ao som de When I see You da Macy Gray




“Como você me engoliu?”, perguntou um pequerrucho no metrô quando a mãe estava explicando que um dia ele morou dentro da barriga dela. A frase só comprova como criança é deliciosamente ingênua no quesito amor, sexo e casamento. Porém, muito se engana quem pensa que reflexões sentimentais e de vida não estão na pauta do dia dos petizes. Entre uma amarelinha e uma partida de bafo, eles podem estar pensando coisas que nem imaginamos.

Adultos, ou pelo menos uma parte deles, têm mania de censurar assuntos “de gente grande”. No muito, falam aquela história besta da cegonha, ou do repolho, ou qualquer outra explicação esdrúxula que é muito mais estranha do que a verdade. Mal sabem eles que anteninhas infantis existem e funcionam que é uma beleza. Captam tudo no ar – conversas alheias no carro, na hora do jantar, no telefone –, juntam as pecinhas e acabam fazendo, eles mesmos, conclusões das mais interessantes.

Carmem Silva já cantava “O amor é um bichinho, que rói rói rói/ Rói o coração da gente, que dói dói dói”. Aposto que a inspiração para esses versos veio de uma criança. Duvida? Então veja só o que pequenos são capazes de dizer quando perguntados, muito seriamente, sobre questões amorosas.

“Eu acho que precisa ser atingido por uma flecha, mas o resto não é para ser tão doloroso”
Essa foi a explicação de Manuel, 8 anos, para o enigma de como as pessoas ficam apaixonadas. Bonitinho até não poder mais. Além de acreditar em cupido, aquele que sai atirando flechas em corações desprevenidos, ainda crê que essa é a parte que mais dói! Xi, ele nem imagina.

“Quando eu acabar o Jardim de Infância, vou procurar uma esposa para mim”

Tom, 5 anos, mostra que está preocupado com casamento cedo demais. Ou não: sabe-se que criança pensa que o tempo atual é infinito. Vai ver, ele tem planos de terminar com as pinturas a dedo, as canções na hora do recreio e o plantio de feijões no algodão lá pelos 30 anos de idade.

“Faz você ficar quente, e eles não tinham aquecimento elétrico, lareiras ou fornos nas casas”

E assim os antigos criaram o beijo, como uma forma de combater os dias gelados de inverno. Pelo menos, na cabecinha de Gina, 8 anos. É uma ótima teoria, eu acho. Afinal, nossos ancestrais eram inteligentes: sabiam que beijar é bem melhor do que acender um monte de lenha.

“Pensar nessas coisas me dá dor de cabeça. Sou apenas um garoto, não preciso desse tipo de encrenca”

Já Kenny, 7 anos, não quer nem ouvir falar em relacionamentos. Pelo visto, questões existenciais devem ter ocupado demais a cachola a ponto de o guri desistir de torrar neurônios. Está certo... Muitas vezes, amor é encrenca. E ele pode estar mais ocupado jogando bolinha de gude.

“Eu tento me esconder do amor desde os cinco anos, mas as garotas vivem me encontrando”

Dave, 8 anos, provavelmente é o galã da classe. Prova disso é que ele já está enfrentando a dura fase dos amores platônicos. Se bem que essa fase é dura para quem cultiva o amor platônico, e não para quem é o alvo dele. Pensando bem, Dave, você está reclamando de barriguinha cheia.

“Nunca se deve beijar uma garota a menos que você tenha dinheiro suficiente para comprar um anel e uma filmadora, porque ela vai querer ter vídeos do casamento”

Desconfio que a mãe do pobre Jim, 10 anos, esteja fazendo uma lavagem cerebral no filho. Vai ver, o pai dele não dá presentes o suficiente para a mulher. Depois de uma das discussões, ela vira para o moleque e diz “Tá vendo? Não beije uma garota se você for muquirana!”. Ele aprendeu.

“Namorados só ficam se olhando e a comida deles esfria. Outras pessoas se importam mais com a comida”

Brad, 8 anos, aprendeu que amor e comida têm relação. Seja nesse exemplo certeiro que ele deu, seja no ímpeto de comer ou na falta de apetite que uma paixão causa nas pessoas. O pequeno também mostra estar preocupado com o desperdício de alimento. É politicamente correto.

“Eles não querem que as alianças caiam, porque pagaram muito caro por elas”

O sábio Gavin, 8 anos, dá uma explicação plausível para o motivo que leva os casais a andarem de mãos dadas. Com essa idade e já está sacando que 1) namorar custa caro; 2) dinheiro costuma ser determinante em relacionamentos; 3) cuidados simples economizam salários.

“Amor é como uma avalanche em que você precisa correr para salvar a sua vida”

A frase, que poderia muito bem estampar artigos de terapeutas renomados, saiu diretamente da boca de John, 9 anos. É uma definição e tanto. A sorte, querido John, é que mesmo quando a avalanche alcança, pode haver um São Bernardo trazendo um barril de conhaque para nos resgatar. Vá firme.


Para conhecer mais frases de crianças sobre o tema, clique aqui!

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1 comentários:

Feliz...mente disse...

kkkkk

"Não tenho certeza por que isso acontece, mas eu ouvi que tem algo a ver com seu cheiro. É por isso que o perfume e desodorante são tão populares." - Mae, idade 9

"O amor é a coisa mais importante no mundo, mas beisebol é muito bom também." - Greg, idade 8

Aaaa o amor... é tão lindo, rss

Bjo

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