PLAYLIST DO BLOG
TALENTO NATO
Meu livro preferido é “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, meu escritor estrangeiro preferido. Mas ultimamente outra pessoa vem ganhando meu coração, Jane Austen.
Jane era uma caipira reclusa, perdida no meio da família grande lá dos idos de “1700 e guaraná com rolha”. Ela nasceu numa cidadezinha do interior, no sul da Inglaterra, era filha de um pastor e tinha seis irmãos e uma irmã mais velha, Cassandra, que ela amava muito. Para passar o tempo e dar um tempo dos bordados e do piano, a mocinha começou a escrever. Aos 14 anos, já desenvolvia o talento com a temática das redondezas – criando contos engraçadinhos sobre fofocas de vila, casamentos arranjados e a pacata vida no campo.
O que era apenas um passatempo fez Jane Austen virar a segunda escritora britânica de maior importância no planeta em todos os tempos, atrás apenas de um tal William Shakespeare. Seus livros são peças raríssimas que contam uma parte escondida da trajetória inglesa, a das pessoas que viviam longe de Londres.
Mas pensam que ela chegou ali usando palavras rebuscadas e texto cheio de coisa? Que nada. Jane era muito bem humorada, fazendo sátiras discretas e divertidas do cotidiano. Irônica demais, podia zoar com a forma das pessoas se casarem na época, mas sem quase ninguém perceber.
Jane Austen era de família abastada, mas não podre de rica. Apesar de ter recebido muitas propostas, nunca se casou. Provavelmente, porque pensava do mesmo jeitinho que escrevia: um casamento armado, para unir propriedades e manter aparências, nem ferrando. Aos 30 anos ela perdeu o pai e foi viver com a mãe e a irmã em num chalé cedido por um dos irmãos. De lá não saiu mais.
Seus três livros mais famosos – “Orgulho e Preconceito”, “Razão e Sensibilidade” e “Emma” – foram publicados enquanto Jane ainda era viva, mas não ficaram muito conhecidos. Depois que ela morreu, em 1817, outras obras suas ainda foram impressas, como o livro “Persuasão”. E depois ganharam o mundo, tornaram-se best-sellers, viraram filmes premiados com Oscar e inspiraram uma centena de outras histórias. Até “As Patricinhas de Beverly Hills” e “O Diário de Bridget Jones” é paródia de Jane Austen!
Como uma moça que mal saía de casa conseguiu observar e traduzir tão bem toda uma época e seus sentimentos? Como, sendo criada para virar esposa e mãe, ela deu o drible da vaca e viveu do jeito que achava melhor? De onde vinha tanto bom humor e malícia? Suponho que do talento nato.
- Orgulho e Preconceito
- Sua mais recente adaptação, de 2005, tem no elenco Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Rosamund Pike, Jena Malone, Donald Sutherland, Brenda Blethyn, entre outros. Em 2006 foi indicado a 4 Oscars, 3 BAFTA e 2 Globos de Ouro (entre outros), o diretor levou o BAFTA de nova promessa para o cinema.
- Bollywood produziu em 2005 uma versão musical inspirada no romance chamada "Bride and Prejudice" ("Noiva e Preconceito" fazendo o trocadilho em inglês entre "pride" e "bride"), dirigida por Gurinder Chadha.
- Serviu como inspiração para a escritora Helen Fielding fazer o “Diário de Bridget Jones”, e base para adaptação do livro para o cinema.
- Razão e Sensibilidade
- Está em pré-produção "Sense and Sensibilidad", versão latina dirigida por Fina Torres.
- Persuasão
- 1960, Reino Unido, dirigida por Campbell Logan;
- 1971, Reino Unido, dirigida por Howard Baker;
- 1995, EUA, dirigida por Roger Michell (considerada pelo Internet Movie Data Base como a melhor adaptação até o momento);
- 2007, EUA, dirigida por Adrian Shergold.
- Citação freqüente no filme “A Casa do Lago” de Alejandro Agresti, 2006
- Emma
- O filme “As Patricinhas de Beverly Hills”, com Alicia Silverstone, Brittany Murphy e Paul Rudd, foi uma adaptação moderna e teen dessa obra de Jane feita por Amy Heckerling.
- Palácio das Ilusões
- Northanger Abbey: A Abadia de Northanger
- Becoming Jane
Filme sobre a adolescencia e inicio da vida adulta de Jane Austen. Sem data prevista para exibição nos cinemas brasileiros ou portugueses. 2007.
- Suas Obras são citadas nos filmes:
- Mens@gem pra você
- Um lugar chamado Nothing Hill
11:50
|
Marcadores:
:: Literatura
|
- :: A Casa que minha avó queria...
- :: Amor | Amour | Love | Amore...
- :: Apartment Therapy...
- :: Bailinho...
- :: Bem Legaus!..
- :: Café no Central Perk...
- :: Cinematographo...
- :: Conversas Furtadas...
- :: Copy & Paste...
- :: Cornflake...
- :: Corto Cabelo e Pinto...
- :: De Menininhas...
- :: Dedo de Moça...
- :: Descontrol...
- :: Design Is Mine...
- :: Design Love Fest...
- :: Dont Touch My Moleskine...
- :: Dormiu...
- :: Draw and Cook...
- :: d♥...
- :: Ela fala e sai andando...
- :: Enjoei...
- :: Feio na Foto...
- :: Fernand Aphen...
- :: Garota Criatividade...
- :: Gonzales...
- :: I Can Read...
- :: Kris Atomic...
- :: Laerte...
- :: Le Love...
- :: Meu Drink...
- :: Musicovey...
- :: Olhares...
- :: Omelete...
- :: Pix...
- :: Polka Dot Robot...
- :: Salda da La...
- :: Style Me Pretty...
- :: The Flash Dance...
- :: The Sartorialist...
- :: The Selby...
- :: Trilha para Tudo...
- :: Ueba...
- :: Yes, please...
2 comentários:
coloca o link dos filmes. Amo quando as letras estão verdinhas.
BjoKs!
embora eu faça letras...a literatura não é a minha paixão mais relevante, pois a linguistica me agarrou primeiro...mas existem livros de literatura mto bem elaborados...em literatura americana...gosto de charles dickens, o autor de "oliver twist"...curto também jane austen e é claro shakespeare...em literaturas brasileiras..gosto de alguns livros de clarice lispector e cecilia meireles
tééééé´
hugo
Postar um comentário