PLAYLIST DO BLOG
O GREGO, O ROMANO E O BRASILEIRO
Estou falando do Teatro!
Aquelas peças modernas, que promovem interação com o público – lê-se "alguém do público é puxado ao palco para passar muita vergonha, tipo ter a roupa arrancada" –, cujas histórias não têm pé nem cabeça e com atores descabelados vestindo uma camisola de hospício ou coisa do gênero, não ganham o meu coração. Mas aquelas que fazem sentido, são bem produzidas e contam com um elenco legal, que não precisa necessariamente ser de famosos, ganha um lugar especial no meu coração e na minha coleção de “programas e ingressos teatrais” (outro dia eu falo sobre ela).
Não tem um gênero específico para fazer parte do meu “top list” de peças. Pode ser, por exemplo, como:
O teatro é um luxo (Teatro Abril) e a peça foi um “desbunde”. Em tempos de Darlene, personagem de Deborah Secco na novela Celebridade, que fazia tudo pelo sucesso, uma peça sobre uma aspirante a vedete que assassina seu agente e amante para conseguir a fama foi mais do que oportuna para quem arriscou na sua produção. Contando com os globais Daniel Boaventura (que está encenando My Fair Lady) e Danielle Winits junto com Adriana Garambone e a cantora Selma Reis, o espetáculo superou o filme, pelo menos na minha modesta opinião.
Dirigido por Débora Dubois, a peça é baseada no livro escrito pelo irlandês Oscar Wilde. O texto, escrito em 1890, conta a história de Dorian, um jovem que tem seu retrato pintado por um artista. Por algum estranho motivo, o retrato passa a envelhecer e ficar marcado no lugar do Dorian que permanece imaculado. Diante da possibilidade de gozar, impunemente, dos prazeres da vida, o personagem busca uma existência livre de sofrimento.
Essa lenda de autor desconhecido, que tem um pesinho no folclore celta ou irlandês (ainda não se sabe), ficou famosa por meio da ópera de Wagner que estreou em Munique em 1865. Depois ficou um pouquinho mais famosa com o filme homônimo de 2006, estrelado por James Franco (aquele do Homem Aranha, sabe?). Pois bem, a adaptação de Vladimir Capella para o teatro está “daqui ó”, e pode ser conferida no Teatro Popular do Sesi, na Av Paulista. Vale uma observação especial para o elenco, que foi muito bem escolhido, e para o figurino que ressalta o que há de melhor na peça.
Estreou em 91 e ficou em cartaz até 98, essa peça baseada na obra da autora e ilustradora Eva Furnari, marcou minha infância. A montagem era um convite à imaginação, cativante e delicada “a bruxinha” passeava pelo seu espaço cênico parecendo gente, vivendo suas aventuras, manias e caprichos.
Pois é... está valendo tudo para me conquistar e engrossar o coro dizendo “Vá ao teatro”. Pode ser uma super produção musical, um drama, romance e até mesmo um clássico infantil.
18:19
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1 comentários:
A palavra teatro define tanto o prédio onde podem se apresentar várias formas de artes quanto uma determinada forma de arte.
O vocábulo grego Théatron estabelece o lugar físico do espectador, "lugar onde se vai para ver". Entretanto o teatro também é o lugar onde acontece o drama frente à audiência, complemento real e imaginário que acontece no local de representação.
Assim diz a Wikipédia (e quem sou eu pra descordar). Mas se o teatro é "o lugar onde se vai pra ver" algo... então eu diria que um blog é um teatro virtual, onde podemos ver um pouco da "peça" ou o "drama" da vida alheia.
Quer saber? Se minha teoria tiver certa eu digo que minha entrada já está garantida. E na primeira fila!
Bjo
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