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MUDEI
Boa nova! Achei minha bonequinha cabeçuda que troca de face! A peça desapareceu em algum ponto de 1999, numa outra vez em que mudei de casa, e só deu o ar de sua graça neste fim de semana. Ela estava dentro de uma caixa de sapato no fundo de um armário na lavanderia e foi encontrava porque eu troquei de casa de novo. Tem três meses que virei uma pessoa previsível, sempre falando de caminhão de mudança, valor de casa e contrato – e, mais tarde, de azulejo, tinta e móveis novos. Pois acabou. Fixei nova residência!
Hoje escrevo de um novo QG. Ele fica no centro da rua, em frente à uma avenida. A rua conta com poucas casas todos ocupados por gente que eu já conheço à muito tempo (leia uma pouco sobre eles aqui). O barulho que impera ficou mais forte na manhã de domingo, quando a turma do caminhão baú desembarcou com meus pertences. Foi um auê.
Nos dias de hoje, mudança não deveria ser, assim, "um evento". O lar de paredes brancas ainda apresenta marcas da mudança. Da mesa da cozinha, posso ver seis caixas de livros que não tem para onde ir – os pobres abandonados só ganharão estante quando esta família tiver verba destinada à educação, mais ou menos em dezembro de 2012. Também não tenho gás, quer dizer, gás eu tenho mas a mangueira que o liga ao botijão ficou na outra casa. Tubo bem, posso esperar...
O transporte dos artigos, em si, foi uma aventura. É a terceira vez na vida que me mudo, mas nunca a tarefa foi tão espetaculosa. Quando saí da casa onde morei por 6 anos, minha mãe me deu duas caixas de papelão e decretou: "o que couber, vai; o resto, fica". Ficaram muitas coisas, mas era necessário na época. Depois, ao sair da casinha que estávamos, levei um pouco mais de coisas. Desta vez, enchi 25 caixas de tralha! Nem eu sabia possuir tanta coisa.
Empacotar a vida dá uma dor nas costas enlouquecedora, sabem? E traz muito conhecimento. Hoje eu sei: plástico-bolha é mais eficiente que papelão ondulado para vidros, mas não para louça; se precisar de papel para embalar, é melhor optar por páginas de revista, porque sujam menos do que jornal; é bom pedir caixas do supermercado, pois elas são maiores e mais limpas. Podem me chamar de Tati "Transmontano Granero" Aline.
Duro é que esse cuidado todo com os objetos não adianta lá muita coisa. Minha mãe fez a maior frescura com o invólucro dos pratos, por exemplo. Embrulhou, ajeitou, identificou, escreveu "FRÁGIL" num tamanho que daria para ver de Júpiter. Quando chegamos na casa nova, vejo a dita cuja como um saco de batatas. Caí na risada pensando como será curioso jantar sobre cacos...
Em questão de 40 minutos, tudo aquilo que levei uma vida para adquirir e uma semana para encaixotar estava fora de casa, como se uma nuvem de gafanhotos comedores de móveis tivesse passado pela região. Na baderna, perdi contato com vários objetos. O telefone, por exemplo, não sei onde foi parar. Estou usando copos de requeijão porque já revirei tudo, mas não tenho notícia dos outros. Mas não reclamo.
Hoje escrevo de um novo QG. Ele fica no centro da rua, em frente à uma avenida. A rua conta com poucas casas todos ocupados por gente que eu já conheço à muito tempo (leia uma pouco sobre eles aqui). O barulho que impera ficou mais forte na manhã de domingo, quando a turma do caminhão baú desembarcou com meus pertences. Foi um auê.
Nos dias de hoje, mudança não deveria ser, assim, "um evento". O lar de paredes brancas ainda apresenta marcas da mudança. Da mesa da cozinha, posso ver seis caixas de livros que não tem para onde ir – os pobres abandonados só ganharão estante quando esta família tiver verba destinada à educação, mais ou menos em dezembro de 2012. Também não tenho gás, quer dizer, gás eu tenho mas a mangueira que o liga ao botijão ficou na outra casa. Tubo bem, posso esperar...
O transporte dos artigos, em si, foi uma aventura. É a terceira vez na vida que me mudo, mas nunca a tarefa foi tão espetaculosa. Quando saí da casa onde morei por 6 anos, minha mãe me deu duas caixas de papelão e decretou: "o que couber, vai; o resto, fica". Ficaram muitas coisas, mas era necessário na época. Depois, ao sair da casinha que estávamos, levei um pouco mais de coisas. Desta vez, enchi 25 caixas de tralha! Nem eu sabia possuir tanta coisa.
Empacotar a vida dá uma dor nas costas enlouquecedora, sabem? E traz muito conhecimento. Hoje eu sei: plástico-bolha é mais eficiente que papelão ondulado para vidros, mas não para louça; se precisar de papel para embalar, é melhor optar por páginas de revista, porque sujam menos do que jornal; é bom pedir caixas do supermercado, pois elas são maiores e mais limpas. Podem me chamar de Tati "Transmontano Granero" Aline.
Duro é que esse cuidado todo com os objetos não adianta lá muita coisa. Minha mãe fez a maior frescura com o invólucro dos pratos, por exemplo. Embrulhou, ajeitou, identificou, escreveu "FRÁGIL" num tamanho que daria para ver de Júpiter. Quando chegamos na casa nova, vejo a dita cuja como um saco de batatas. Caí na risada pensando como será curioso jantar sobre cacos...
Em questão de 40 minutos, tudo aquilo que levei uma vida para adquirir e uma semana para encaixotar estava fora de casa, como se uma nuvem de gafanhotos comedores de móveis tivesse passado pela região. Na baderna, perdi contato com vários objetos. O telefone, por exemplo, não sei onde foi parar. Estou usando copos de requeijão porque já revirei tudo, mas não tenho notícia dos outros. Mas não reclamo.
Poxa, achei minha bonequinha cabeçuda que troca de face! E ela também adorou o novo lar, doce lar.
17:34
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