PLAYLIST DO BLOG
QUERIA DIZER

QUEM ESCREVE É UMA TAGARELA.
Talvez a culpa seja da minha família, minha mãe por exemplo, me fazia contar todos os dias como foram as 4 horas que eu passei na escola detalhadamente e depois queria que eu repetisse tudo para meu pai, quando o mesmo chegasse em. Ah, mas dizer coisas é tão bom! E faço isso mesmo quando estou sozinha. Por favor, não ligue para o hospício.
Apesar de passar o dia exercitando as cordas vocais e os músculos da fala, existem muitas interjeições que eu gostaria de dizer, porém nunca tive a oportunidade. Claro que poderia soltar cada uma delas pelas ruas, mas não fariam sentido e aí sim meus dias seriam passados em um manicômio. Queria dizê-las em momentos certos. Mas, snif-snif, eles ainda não apareceram. E talvez nem aparecerão.
O jeito, então, é tagarelar por aqui!
1) Passe o desfibrilador, rápido!
Funciona assim: se assisto a programas de investigação criminal, fico querendo ser legista; se assisto a programas de sala de emergência, fico querendo ser médica de plantão. No primeiro grupo, eles podem dizer coisas legais como “Positivo para sangue”. Não é o máximo? Já no segundo grupo, o barato é o aparelhinho de choque. E ainda dizem “Afastem!” a cada carga.
2) Madeiraaaaa!
No desenho do Pica-Pau sempre tem um lenhador que grita o aviso com voz grossa. Eu queria tanto! Mas se já nem existe árvores pela cidade, imagine a falta de lenhadores. Eu poderia usá-la de outra forma. A Audrey Hepburn, em “Bonequinha de Luxo”, disse “Madeiraaaaaaa” quando uma pessoa desmaiou na festa. Daí é preciso ser muito rápida para perceber a queda e sacar da interjeição.
3) Cê tem bruchove?
Na infância, eu contava infame piadinha a torto e a direito (e dava risada todas as vezes). Depois de crescida, contudo, a gente não pode mais sair por aí fazendo a pergunta para as pessoas, como podia quando criança. Existem coisas que só são permitidas a crianças, e essa é uma delas. Junto com as músicas “Cuelhinho, se eu fosse como tu” e outras...
4) Eu vejo pessoas mortas...
Imagine chegar para um estranho, abaixar a voz e dizer em tom de confidência: “Sabe, eu vejo pessoas mortas”. Ou então contar o fato a seu analista, a seu dentista, a seu dermatologista ou qualquer outro ista a quem você tenha acesso. Se eles acreditariam ou se chamariam uma ambulância já é outro papo. Mas que seria divertido, ah, isso seria. E muito!
5) Quem com ferro fere com ferro será ferido
Ditados populares são muito legais. Na verdade, são que nem santo: sempre existe um pronto para socorrer em um momento bem específico. Infelizmente, e por algum motivo desconhecido, não pega bem para uma jovem como eu sacar de um ditado popular em público. Dizem ser coisa de velha. Eu não acho! O problema é que me esqueço deles quando quero usá-los. Também, olha que complicação!
6) Batida, não mexida
É assim que James Bond gosta de seu martini. E me dá uma coceirinha toda vez em que peço uma bebida. Junto ao “com gelo e limão, por favor”, eu bem que poderia fazer mais essa exigência cinematográfica, não? Só tenho medo do garçom não pegar a piada, realizar o pedido e trazer a minha Coca-Cola sem gás algum depois de tê-la batido no liquidificador.
7) Cadê o gerente desta pocilga?
Freqüentar banco é uma tarefa indigna. Depois de conseguir transpor a maldita porta giratória, o que sempre leva mais tempo do que deveria, eu começo a pensar em como seria engraçado dar chilique de dondoca lá dentro. Motivos não faltam: filas intermináveis, caixas mal-educados, ambiente quente demais, conta SEMPRE com menos dinheiro do que o esperado... De repente poderia gritar coisas como essa frase aí em cima, não?
8) O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos
Passei meses tentando decorar a maldita regra, e outros meses para entendê-la. Depois da escola, nunca mais usei. E os neurônios queimados à toa? Assim não dá! Pois eu ainda torço para que alguém, no ponto de ônibus, chegar em mim e perguntar “Com licença, qual é o teorema de Pitágoras?” ao invés de querer saber se o Penha passa naquela parada ou qual linha vai até o shopping Anália Franco.
Daí, é só dizer.
15:41
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