PLAYLIST DO BLOG
LÁ VEM O CHAVES, CHAVES, CHAVES...

Antes que você me atire latinhas por gostar do Chaves e do Chapolin, faça uma cuidadosa análise de memória para ter certeza de que nunca usou alguma das expressões deles, deixou escapar uma gargalhada com algum dos personagens ou se identificou com o atrapalhado herói das anteninhas de vinil.
Para facilitar essa análise de consciência, segue a lista das melhores coisas de "Chaves" e "Chapolin".
10. Refresco de tamarindo, limão e groselha
Em que outro lugar você encontraria uma barraca que serve refresco de limão, que parece de groselha e tem sabor de tamarindo, ou todas as combinações possíveis?
9. Sanduíches de presunto
Tudo podia ser resolvido entre as crianças com a promessa de um sanduíche de presunto. Que mundo bonito, aquele!
8. Tripa Seca e Quase Nada
Uma dupla de bandidos formada pelo Quico e pelo Seu Madruga – logicamente com outras roupas – não podia arrumar nome melhor.
7. Jargões grudentos
"Foi sem querer querendo", "Tinha de ser o Chaves mesmo!", "Não priemos cânico", "Sigam-me os bons", "Vamos, tesouro, não se junte a essa gentalha". Precisa dizer mais?
6. Dona Neves (Vó da Chiquinha)
Uma velhinha que passa trotes na Dona Florinda, perguntando se ela tem joelho de porco (?!), e ri daquele jeito ("ti, ti, ti, ti!"), cruzando os braços para lá e para cá, merece estar em qualquer lista.
5. Pílula de nanicolina
O produto criado pelo doutor Chapatin permitia a quem o tomasse diminuir de tamanho. A idéia não é lá muito original, mas o nome...
4. Aerolitos
Não bastassem as pedras voadoras serem por si só uma idéia engraçada, o melhor era o efeito sonoro que elas faziam. Lembra?
3. Isopor, muito isopor
Qualquer objeto quebrado na cabeça de outrem, como uma cadeira ou mesa, por exemplo, revela seu miolo branco de indiscutível isopor.
2. Jaiminho, o carteiro
Ele nasceu em Tangamandápio e se nega a tirar as correspondências da sacola, mandando quem quiser receber suas cartas que procure ali. Tudo para evitar a fadiga.
1. Acapulco e/ou Guarujá
Quando o pessoal da vila foi passar as férias em Acapulco, a dublagem tratou de substituir a popular praia mexicana por uma brasileira, e tascou Guarujá. Ficou hilário: a boca deles dizia "Acapulco", mas o som que saía era "Guarujá"!
15:52 | Marcadores: :: Cinema e TV | 1 Comments
QUESTÕES AUTOMOBILISTICAS

Ontem um amigo meu me perguntou a quanto tempo eu não dirigia, pois é, nem lembro mais, faz tanto tempo que acho que vou ter que fazer curso de direção de novo, em pensar que dia desses, passei a fazer parte oficial da população motorizadamente ativa. Peguei minha carteira de motorista após semanas de tortura, corri para casa toda animada e pedi o carro para minha mãe. Agora eu podia fazer tudo, ir a qualquer lugar, rodar o mundo sobre os pneus meio carecas do velho Uno – que mais tarde se tornaria o meu Bunito (apelido carinhoso). Ok, o destino de minha primeira viagem era apenas a padaria do bairro. Mas agora eu tinha carta e podia ir até Tijuana de carro, se eu quisesse.
O problema ia ser chegar até Tijuana com todas as dificuldades de uma recém-habilitada. Porque pode parecer engraçado agora, mas quando acabamos de tirar carta é batata pensarmos...
... que bom mesmo era ter um carro
Depois de pegar o pequeno documento que nos autoriza cair na estrada num conversível, com as madeixas ao vento e usando uma calça jeans surrada, notamos que temos a carta, mas não o conversível. Deve ser assim que o pessoal se sentia quando inventaram a lata décadas antes da invenção do abridor.
... que nunca vamos conseguir trocar de marcha e fazer a curva ao mesmo tempo
Isso era um problema. Exigia um prévio estudo de percurso detalhadíssimo, sendo que eu, até hoje, nunca sei se deverei virar à esquerda ou à direita daqui a dez metros. O resultado? Carro "gritando", pedindo marcha, em cada grande volta à esquerda – ou quase morrendo nas conversões à direita.
... que nunca vai dar para trocar a estação do rádio no percurso
Fosse hoje, eu estaria mais garantida com os CDs de mp3. Mas nem sempre a vida foi assim, crianças. O jeito era ter uma boa fita – e um toca-fitas com virada automática, ou quinhentos CDs maravilhosos sem nenhuma música ruim que você tenha que pular, um rádio com memórias ou um co-piloto capaz de agir sob pressão (entenda-se "procurar uma rádio legal enquanto eu tento desviar do caminhão") também eram bem-quistos.
... que as ultrapassagens são complexas demais
Eu sempre tinha que ficar atrás do velhinho de óculos grossos, pilotando uma Brasília a 20 por hora, pela simples incapacidade de contornar o desinfeliz. Enquanto isso, carrões nos ultrapassavam pela esquerda a mil. Cheguei a achar que fosse minha sina servir de escolta para os velhotes.
... que atividades secundárias, como comer , não serão possíveis
Comer um lanche ao volante? Mas nem com o farol fechado! Meus dois braços já estavam ocupados por demais com o volante, a marcha, os pedais – sim, esses eu controlo com os pés, mas meus braços tinham que pensar a respeito também. Era exaustivo dirigir nos primeiros meses.
Mas apesar de todas as dificuldades eu sempre encontrava uma alma caridosa (e corajosa) disposta a andar de carro comigo por aí. Até nos momentos em que eu esquecia que eu tinha que dar a partida para o carro funcionar, quando eu invadia a calçada por fazer uma curva muito aberta em alta velocidade, quando eu esquecia o caminho de casa e ficava perdida, mesmo depois de ter batido no poste à 20 Km/hr... enfim, até nos momentos mais “aventureiros” da minha curta carreira automobilística eu contei com o apoio geral.
Amigo é pra essas coisas!!!
10:36 | Marcadores: :: Eu | 2 Comments
SÓ NOVELA MESMO!

Ela pode mudar de nome a cada edição. Pode mudar de autor, de diretor, de estrela principal. Pode mudar de abertura e de trilha sonora. Pode mudar de horário para as seis, as sete ou as oito. Pode mudar de cidade, de sotaque e até de época. Mas certas características das novelas globais jamais mudam. E você consegue reconhecê-las ainda que não se encaixe no perfil de telespectador noveleiro, ou que tenha visto apenas 10 minutos de um único capítulo enquanto zapeava pelos canais da tevê.
O fato é que tais clichês são tão fáceis de serem apontados porque acontecem apenas nas tramas de folhetins, onde tudo é familiar e limpo, e onde o mocinho sempre acaba casando com a mocinha e o vilão invariavelmente morre em alguma explosão trágica. Muito diferente do que acontece do lado de cá da telinha, na nossa vida real de cada dia. E por ser tão diferente, fica impossível não notar que, em novela, mas só em novela mesmo...
... a mesa do café da manhã parece de pousada mineira
Quando a personagem, seja ela rica ou pobre, levanta da cama, uma farta mesa de café da manhã está esperando: bolinho de fubá, queijos e frios diversos, três tipos diferente de pães, uma jarra de suco de laranja, iogurte, cereal, frutas, vitamina com Neston e panquecas. Sério, é só na minha casa que isso não acontece ou esse povo de novela é realmente fora de órbita? Ou muito sortudo?
... mulheres não tiram maquiagem para dormir
As mulheres não perdem a pose nem na hora de descansar. Elas se deitam com a cara de quem acabou de se levantar da cadeira do maquiador. Tudo bem que na TV um pó facial e um blush são necessários, mas não vamos exagerar, né? E quando acordam, também estão maquiadas e... penteadas! Como? Ah, e repare que em novela ninguém usa pijama puído, ou camiseta velha com calcinha furada.
... pobre vive dando festa
O núcleo pobre é uma animação só. Nunca vi gente mais feliz, mais despreocupada, mais de bem com a vida, mais animada. Sempre liderados pela matriarca do beco (ela pode ser a dona de uma pensão, de um boteco ou de uma lavanderia), eles fazem churrasco, festa junina, pagode, bota-fora, comemoração de aniversário, gafieira... E todo mundo participa, dos adolescentes aos velhotes. Que beleza.
... empregada aconselha patroa
Empregada de novela é um caso à parte. Eu nunca vi, conheci ou ouvi dizer de uma doméstica que fosse tão prendada quanto as de novela. Elas dão conselhos para as patroas, normalmente enroladas com caras que não prestam. Na vida real, se a empregada se metesse, já estava no olho da rua. Mas em novela, elas dão a mão, dão o colo, fazem cafuné e ainda trazem chazinho.
... disfarce é peruca e lente de contato colorida
Eu não entendo por que esse povo vive se disfarçando. É normal isso de se infiltrar no alheio fingindo ser outra pessoa? Pode reparar, e será difícil encontrar uma novela em que tal atividade enganadora não aconteça. O mais engraçado é o disfarce em si: o personagem bota uma peruquinha, uma lente de contato de outra cor, e pronto! Ninguém reconhece pela voz, pelos trejeitos... Tipo Clark Kent.
... as casas permanecem arrumadas
Não importa que seja a mansão da vilã ou o cafofo da mocinha pobre: você nunca, jamais, vê uma bagunça. Pia suja de louça? Roupa revirada espalhada pelo chão? Cama desarrumada com farelo de bolacha sobre a coberta? Sapatos abandonados ao lado do sofá? Não tem perigo. Talvez seja porque as empregadas de novela são mesmo danadas de boa. Ou porque, bem, aquilo não é real.
... ninguém usa chave
Chave é um objeto que não faz parte de novela. Você aí já viu algum personagem trancar o carro? Ou a porta da casa? Pelo contrário: o cara chega no carrão dele e é só entrar. Nem faz o “pi pi” do alarme. E a mocinha chega em casa e é só virar a maçaneta que a porta de abre como em um passe de mágica. Se for no núcleo pobre, então... É um entra e sai de gente que parece a casa da mãe Joana.
... José Mayer é galã
Já estudamos esse tópico em detalhes. Mas olha aí, acaba de estrear uma novela nova e quem é o galã? O próprio. Eu não sei a quem o Zé Mayer é atraente. Talvez ao Manoel Carlos, o autor. Mas não a mim, nem à minha mãe, nem às minhas tias.
13:48 | Marcadores: :: Cinema e TV | 3 Comments
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