PLAYLIST DO BLOG
QUESTÕES AUTOMOBILISTICAS

Ontem um amigo meu me perguntou a quanto tempo eu não dirigia, pois é, nem lembro mais, faz tanto tempo que acho que vou ter que fazer curso de direção de novo, em pensar que dia desses, passei a fazer parte oficial da população motorizadamente ativa. Peguei minha carteira de motorista após semanas de tortura, corri para casa toda animada e pedi o carro para minha mãe. Agora eu podia fazer tudo, ir a qualquer lugar, rodar o mundo sobre os pneus meio carecas do velho Uno – que mais tarde se tornaria o meu Bunito (apelido carinhoso). Ok, o destino de minha primeira viagem era apenas a padaria do bairro. Mas agora eu tinha carta e podia ir até Tijuana de carro, se eu quisesse.
O problema ia ser chegar até Tijuana com todas as dificuldades de uma recém-habilitada. Porque pode parecer engraçado agora, mas quando acabamos de tirar carta é batata pensarmos...
... que bom mesmo era ter um carro
Depois de pegar o pequeno documento que nos autoriza cair na estrada num conversível, com as madeixas ao vento e usando uma calça jeans surrada, notamos que temos a carta, mas não o conversível. Deve ser assim que o pessoal se sentia quando inventaram a lata décadas antes da invenção do abridor.
... que nunca vamos conseguir trocar de marcha e fazer a curva ao mesmo tempo
Isso era um problema. Exigia um prévio estudo de percurso detalhadíssimo, sendo que eu, até hoje, nunca sei se deverei virar à esquerda ou à direita daqui a dez metros. O resultado? Carro "gritando", pedindo marcha, em cada grande volta à esquerda – ou quase morrendo nas conversões à direita.
... que nunca vai dar para trocar a estação do rádio no percurso
Fosse hoje, eu estaria mais garantida com os CDs de mp3. Mas nem sempre a vida foi assim, crianças. O jeito era ter uma boa fita – e um toca-fitas com virada automática, ou quinhentos CDs maravilhosos sem nenhuma música ruim que você tenha que pular, um rádio com memórias ou um co-piloto capaz de agir sob pressão (entenda-se "procurar uma rádio legal enquanto eu tento desviar do caminhão") também eram bem-quistos.
... que as ultrapassagens são complexas demais
Eu sempre tinha que ficar atrás do velhinho de óculos grossos, pilotando uma Brasília a 20 por hora, pela simples incapacidade de contornar o desinfeliz. Enquanto isso, carrões nos ultrapassavam pela esquerda a mil. Cheguei a achar que fosse minha sina servir de escolta para os velhotes.
... que atividades secundárias, como comer , não serão possíveis
Comer um lanche ao volante? Mas nem com o farol fechado! Meus dois braços já estavam ocupados por demais com o volante, a marcha, os pedais – sim, esses eu controlo com os pés, mas meus braços tinham que pensar a respeito também. Era exaustivo dirigir nos primeiros meses.
Mas apesar de todas as dificuldades eu sempre encontrava uma alma caridosa (e corajosa) disposta a andar de carro comigo por aí. Até nos momentos em que eu esquecia que eu tinha que dar a partida para o carro funcionar, quando eu invadia a calçada por fazer uma curva muito aberta em alta velocidade, quando eu esquecia o caminho de casa e ficava perdida, mesmo depois de ter batido no poste à 20 Km/hr... enfim, até nos momentos mais “aventureiros” da minha curta carreira automobilística eu contei com o apoio geral.
Amigo é pra essas coisas!!!
10:36 | Marcadores: :: Eu | 2 Comments
SÓ NOVELA MESMO!

Ela pode mudar de nome a cada edição. Pode mudar de autor, de diretor, de estrela principal. Pode mudar de abertura e de trilha sonora. Pode mudar de horário para as seis, as sete ou as oito. Pode mudar de cidade, de sotaque e até de época. Mas certas características das novelas globais jamais mudam. E você consegue reconhecê-las ainda que não se encaixe no perfil de telespectador noveleiro, ou que tenha visto apenas 10 minutos de um único capítulo enquanto zapeava pelos canais da tevê.
O fato é que tais clichês são tão fáceis de serem apontados porque acontecem apenas nas tramas de folhetins, onde tudo é familiar e limpo, e onde o mocinho sempre acaba casando com a mocinha e o vilão invariavelmente morre em alguma explosão trágica. Muito diferente do que acontece do lado de cá da telinha, na nossa vida real de cada dia. E por ser tão diferente, fica impossível não notar que, em novela, mas só em novela mesmo...
... a mesa do café da manhã parece de pousada mineira
Quando a personagem, seja ela rica ou pobre, levanta da cama, uma farta mesa de café da manhã está esperando: bolinho de fubá, queijos e frios diversos, três tipos diferente de pães, uma jarra de suco de laranja, iogurte, cereal, frutas, vitamina com Neston e panquecas. Sério, é só na minha casa que isso não acontece ou esse povo de novela é realmente fora de órbita? Ou muito sortudo?
... mulheres não tiram maquiagem para dormir
As mulheres não perdem a pose nem na hora de descansar. Elas se deitam com a cara de quem acabou de se levantar da cadeira do maquiador. Tudo bem que na TV um pó facial e um blush são necessários, mas não vamos exagerar, né? E quando acordam, também estão maquiadas e... penteadas! Como? Ah, e repare que em novela ninguém usa pijama puído, ou camiseta velha com calcinha furada.
... pobre vive dando festa
O núcleo pobre é uma animação só. Nunca vi gente mais feliz, mais despreocupada, mais de bem com a vida, mais animada. Sempre liderados pela matriarca do beco (ela pode ser a dona de uma pensão, de um boteco ou de uma lavanderia), eles fazem churrasco, festa junina, pagode, bota-fora, comemoração de aniversário, gafieira... E todo mundo participa, dos adolescentes aos velhotes. Que beleza.
... empregada aconselha patroa
Empregada de novela é um caso à parte. Eu nunca vi, conheci ou ouvi dizer de uma doméstica que fosse tão prendada quanto as de novela. Elas dão conselhos para as patroas, normalmente enroladas com caras que não prestam. Na vida real, se a empregada se metesse, já estava no olho da rua. Mas em novela, elas dão a mão, dão o colo, fazem cafuné e ainda trazem chazinho.
... disfarce é peruca e lente de contato colorida
Eu não entendo por que esse povo vive se disfarçando. É normal isso de se infiltrar no alheio fingindo ser outra pessoa? Pode reparar, e será difícil encontrar uma novela em que tal atividade enganadora não aconteça. O mais engraçado é o disfarce em si: o personagem bota uma peruquinha, uma lente de contato de outra cor, e pronto! Ninguém reconhece pela voz, pelos trejeitos... Tipo Clark Kent.
... as casas permanecem arrumadas
Não importa que seja a mansão da vilã ou o cafofo da mocinha pobre: você nunca, jamais, vê uma bagunça. Pia suja de louça? Roupa revirada espalhada pelo chão? Cama desarrumada com farelo de bolacha sobre a coberta? Sapatos abandonados ao lado do sofá? Não tem perigo. Talvez seja porque as empregadas de novela são mesmo danadas de boa. Ou porque, bem, aquilo não é real.
... ninguém usa chave
Chave é um objeto que não faz parte de novela. Você aí já viu algum personagem trancar o carro? Ou a porta da casa? Pelo contrário: o cara chega no carrão dele e é só entrar. Nem faz o “pi pi” do alarme. E a mocinha chega em casa e é só virar a maçaneta que a porta de abre como em um passe de mágica. Se for no núcleo pobre, então... É um entra e sai de gente que parece a casa da mãe Joana.
... José Mayer é galã
Já estudamos esse tópico em detalhes. Mas olha aí, acaba de estrear uma novela nova e quem é o galã? O próprio. Eu não sei a quem o Zé Mayer é atraente. Talvez ao Manoel Carlos, o autor. Mas não a mim, nem à minha mãe, nem às minhas tias.
13:48 | Marcadores: :: Cinema e TV | 3 Comments
NÃO EXITE! ELE NÃO EXISTE!

Eu tenho uma leve desconfiança de que o Suriname não existe.
Tá, eu sei que dizer isso assim, faz com que as pessoas acreditem ainda mais que eu não bato lá muito bem.
Mas vamos aos fatos: alguém já viajou para o Suriname? Alguém já viu fotos do Suriname? Alguém se lembra de alguma notícia ou fato importante acontecido no Suriname?
Das duas, uma: ou não acontece nada lá ou o pedaço de terra que está entre a Guiana e a Guiana Francesa não existe mesmo.
Tudo bem que também não se ouve dizer muita coisa do Uruguai, por exemplo. Mas a gente sabe que ele existe: tem seleção de futebol e até já ganhou do Brasil numa final de Copa do Mundo.
Qual não foi minha surpresa ao encontrar, então, uma notícia de que o presidente do Suriname estava no Brasil! Por um instante, acreditei na existência do país.
Mas logo percebi que era uma pista falsa: o nome do cara é Runaldo Ronald Venetiaan. Isso só pode ser um nome inventado. É como se chamar Art Vandelay. Ou Josecrilda Fedegosa. E se o nome é inventado o país também é.
Após extensa pesquisa para determinar se o Suriname existe ou não, descobri que um famoso jogador do Milan, Seedorf, diz ter nascido lá.
Mas até aí, eu posso dizer que nasci em Xangri-La. Ou em qualquer um dos países que eu inventava quando era menor, depois de ter lido "O Menino Maluquinho". Aliás, vai ver foi essa a origem do país. Alguém resolveu inventar terras, florestas e relevos generalizados depois de ler o livro.
Ninguém se dispôs a ir até lá checar, ficou o dito pelo não dito e assim surgiu o Suriname. E não só o Suriname, mas também Cesário Lange e Walla Walla.
14:48 | Marcadores: :: Desvarios, :: Eu | 1 Comments
AO LADO...

Ele ou ela pode ser um amigo que está sempre pronto a ajudar a regar as suas plantas quando você estiver viajando. Ele ou ela pode ser um palpiteiro que adora se meter no modo como você cuida do seu cachorro. Ele ou ela pode ser um folgado que vive pedindo para tomar banho na sua casa quando o chuveiro pifa na dele. Ele ou ela pode ser um chato que fura a bola do seu priminho se a dita cuja cair do outro lado do muro. Ele ou ela pode ser um sem-noção que resolve treinar bateria às três da manhã. Ele ou ela pode ser qualquer pessoa, boa ou má, legal ou mala, barulhenta ou silenciosa. Mas vizinhos são vizinhos e a gente nunca vai estar livre deles.
Minha primeira e melhor lembrança de vizinhos vem da casa em que passei a maior parte da minha infância. Ali tinha literalmente de um tudo: desde a dona que era diferente de todo o resto do pessoal até a velhota meio maluca que nunca saía do muro, passando obviamente pelo jovem estranho que todo mundo achava que era “caído no tóchico”.
À direita morava a Vó Cida, na realidade nós tínhamos o hábito de dizer que eles moravam “lá traz”, muitas pessoas já moraram lá, mas tem algumas que marcaram muito mais que outras. Tio Hugo, por exemplo, amava cantar em plenos pulmões “aaaaai mataram meu carneiro/ aaaaai cortaram os quatro pé”, e a Tia Jurema com sua família (esses tem um lugar todo especial no meu coração), ela e o Tio Roberto eram os responsáveis pelas nossas tardes regadas à batidas e pizzas de todos os tipos, ta certo que eu não bebia mas..., isso sem contar com a Jana e o Jr que completavam a bagunça como ninguém.
À esquerda morava a Dª Francisca com sua filha e netas. Era a casa das cinco mulheres. Lá aconteciam os melhores “eventos” da rua, que iam desde almoços em domingos ensolarados até comemorações entusiasmadas depois de um jogo do Brasil na Copa, passando por todas as outras festas e afins de que se tem noticia. Nós, eu e as três netas da Dª Francisca, éramos inseparáveis, brincávamos de tudo e foi com elas que acabei desenvolvendo meu lado artístico, por assim dizer, uma vez que vira-e-mexe estávamos montando alguma peça de teatro, bolando uma apresentação e até fazendo programas infantis!
Na casa ao lado morava Dona Emilia com seu marido, o "Sêo" José e um dos seus três filhos. Sempre a encontrávamos indo à padaria “comprar cigarro pro Zé”, ou bordando algo, fazendo crochê, e todos os tipos de trabalhos manuais que pudesse fazer. Ela estava enrolada com Dª Dolores, sua tia, que ficava no muro o dia todo vendo o que acontecia na rua e brigando com os transeuntes, toda vez que conversava com ela era o mesmo assunto: quando ela morava “no Tijuco Preto” e era mais nova... enfim.
E havia muito mais gente. A senhora boazinha que tinha um neto bonitão (na época), a gente até apelidou ele de “Gato”. O pessoal do Martins Kombi. As irmãs solteironas e mal-humoradas que jogavam lama nos carros que paravam em frente à casa dela. O pessoal que morava em frente a pracinha que um dia foi bonita. A moradora “nova” que todo mundo ficava tentando classificar e observar para descobrir os podres.
Boas ou más, legais ou malas, barulhentas ou silenciosas. Em todos os casos, ter pessoas morando coladas na nossa casa pode ser divertido. Até porque isso também faz de nós... vizinhos.
17:43 | Marcadores: :: Familia e Amigos, :: Vida Suburbana | 3 Comments
FUNDO MUSICAL

É gostoso ouvir música. É gostoso ouvir música no carro, mesmo que o congestionamento já tenha tomado a calçada e o sujeito ao lado esteja mostrando “o dedo do meio”. É gostoso ouvir música deitada na cama, chorando feito um bezerro desmamado porque o carinha da 7ª B não dá bola. É gostoso ouvir música em festa, em viagem de ônibus, na casa do amigo. Tem gente que, de tanto gostar de ouvir música, quer levar o som para as ruas! E até para dentro de supermercados, elevadores, salas de espera... É a famosa música de fundo.
Quer dizer: a Enya, entoando seus cânticos de fertilidade da Baixa Irlanda, não é uma coisa para irritar. É feita para inspirar. Só irrita mesmo quando você está ali, com a boca aberta pro dentista, tratando o canal, aí dá vontade de afogar a Enya no flúor. Mas não foi culpa dela ter virado um hit da música de fundo.
Acontece. As canções são boazinhas e caem no gosto geral da população. O artista ganha prêmio, torna-se um líder de mercado. Então ele entra, sem querer, no hit parade dos estabelecimentos supracitados. Ou vai dizer que você não encarou ao menos uma dúzia de vezes “O Canto da Cidade”, esganiçada por Daniela Mercury, enquanto tentava desesperadamente pagar quatro danones e um saco de pão?
Lugares de orçamento reduzido, como a quitanda da esquina e o oftalmologista que atende no porão, operam no básico: fundo musical de rádio. Colocam numa estação bem neutra, dessas que parecem ter locutor feito de papelão. E ficam ali, o dia todo tocando sucessos de Lionel Ritchie e Steve Wonder.
Duro são os hipermercados milionários e os laboratórios de exame ponta de linha. Esses podem comprar CDs e lotar uma disqueteira. Pior: em caso de verba plena, inventam uma rede própria – como a “Rádio Pão de Açúcar” – e preparam suas próprias listas musicais. Aí, meu filho, vai ser um tal de ouvir Caetano Veloso e seu CD de regravações ad infinitum.
Já existem até os clássicos do setor. Veja se você escapou dessa parada ou foi pego pelas “Dez Mais do Fundo Musical de Locais Públicos”:
Décimo Lugar... Kid Abelha!
Podem passar a vida cantando temas adolescentes, mas sempre terá alguém balançando o quadril com eles – enquanto escolhe uma lata de milho no corredor das conservas. Servem bem para servir sempre.
Nono lugar... Zeca Pagodinho!
Muito usado em locais que aprovam a informalidade, como restaurantes por quilo e salas de espera da manicure. A desgraça é que, depois de dez minutos aguardando, o cliente começa a achar o Zeca um poeta.
Oitavo lugar... Norah Jones
Devia se orgulhar, essa jovem diva do jazz, de vir fazer fama aqui tão longe. Norah virou a namoradinha dos consultórios de psicólogo, pois passa ao mesmo tempo seriedade e elegância. Enjoa em cinco minutos, mas é uma graça.
Sétimo lugar... Banda Eva/ Ievete
Eu sei, Ivete Sangalo já saiu de lá faz tempo, mas quem precisa dela para fazer carreira? A Banda Eva teve, tem e sempre terá um espacinho no coração da secretária da ginecologista, a responsável pelo aparelho de som. E sua eterna vocal, idem.
Sexto lugar... Simone, Gal, Bethânia
Empate técnico, pois quando começa o CD de uma, pode contar que virão todas em seqüência. Embora Simone tenha abraçado a causa dos discos natalinos ela nunca abandonou, assim como as colegas, o setor de frios do mercado.
Quinto lugar... Paralamas do Sucesso
Mas é óbvio que não se toca “Cinema Mudo”, “Meu Erro” ou “Vital e Sua Moto”. Só a fase mais recente do grupo é que cola no fundo musical – principalmente nos shopping centers. Centros de compra gostam de temática filosófica, sabe-se lá por quê.
Quarto lugar... Kenny G
Quando a otorrinolaringologista está sem muita criatividade, é no Kenny que ela aposta. Não compromete – e pode ser que o paciente fique em transe e deixe de reparar que está há duas horas e meia esperando consulta.
Terceiro lugar... Lulu Santos
É incrível: bastou colocar o pé no salão de cabeleireiro, lá vem ele “como uma onda no mar”. Não sai de moda na parada de fundo musical – e “Assim Caminha a Humanidade” deve ser triplo disco de platina de elevador.
Segundo lugar... Sandy e Junior
Porque não é tortura suficiente você encarar corredores e mais corredores de supermercado. A dupla irá persegui-lo até o estacionamento, onde caixas acústicas dão continuidade ao som do interior do prédio. Aliás, alto-falantes em estacionamento? Manobramos melhor ao som de “Dig Dig Joy”?
Primeiríssimo lugar... Acústico Rita Lee
Eu gosto bastante das músicas daquela senhora de rosto alvo e cabelos vermelhos. Mesmo assim, fica estranho sentar para cortar cabelo e ouvir “um belo dia resolvi mudar...”. E depois entrar na padaria e escutar “...e fazer tudo o que queria fazer...”. E então tomar um táxi onde está rolando “Me libertei daquela vida vulgar...”. E aguardar a depiladora ao som de “... que eu levava estando junto a você”. Se eu morrer e houver velório, aposto que será no embalo de “Agora Só Falta Você”.
17:27 | Marcadores: :: Música | 1 Comments
- :: A Casa que minha avó queria...
- :: Amor | Amour | Love | Amore...
- :: Apartment Therapy...
- :: Bailinho...
- :: Bem Legaus!..
- :: Café no Central Perk...
- :: Cinematographo...
- :: Conversas Furtadas...
- :: Copy & Paste...
- :: Cornflake...
- :: Corto Cabelo e Pinto...
- :: De Menininhas...
- :: Dedo de Moça...
- :: Descontrol...
- :: Design Is Mine...
- :: Design Love Fest...
- :: Dont Touch My Moleskine...
- :: Dormiu...
- :: Draw and Cook...
- :: d♥...
- :: Ela fala e sai andando...
- :: Enjoei...
- :: Feio na Foto...
- :: Fernand Aphen...
- :: Garota Criatividade...
- :: Gonzales...
- :: I Can Read...
- :: Kris Atomic...
- :: Laerte...
- :: Le Love...
- :: Meu Drink...
- :: Musicovey...
- :: Olhares...
- :: Omelete...
- :: Pix...
- :: Polka Dot Robot...
- :: Salda da La...
- :: Style Me Pretty...
- :: The Flash Dance...
- :: The Sartorialist...
- :: The Selby...
- :: Trilha para Tudo...
- :: Ueba...
- :: Yes, please...